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No ano de afirmação de Taison, Índio faz história

19 abr 2009
17h57
atualizado às 22h29

Em uma campanha quase perfeita que rendeu títulos nos dois turnos do Estadual do Rio Grande do Sul e o bicampeonato do torneio, o Internacional contou com duas estrelas diferentes para alcançar sua 39ª conquista gaúcha (contando um Supercampeonato Gaúcho, em 2002). Se na defesa o técnico Tite contava com a segurança e os gols decisivos de Índio, o ataque colorado ganhou o reforço do jovem Taison, que roubou a cena e se consolidou como principal artilheiro da competição e uma das maiores promessas do Beira-Rio nos últimos tempos.

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Campeão da Libertadores da América e do Mundial de Clubes sob o comando de Abel Braga em 2006, o defensor, aos 34 anos, consolidou de vez seu nome na história colorada na temporada de 2009. Justamente contra o maior rival, Índio foi o responsável pelo gol que garantiu a vaga na semifinal do segundo turno e eliminou o Grêmio do Estadual para delírio dos torcedores no Beira-Rio.

Com o feito, somado aos três tentos anotados no Gaúcho deste ano e às 203 participações com a camisa colorada, o jogador chegou aos 24 no clube e igualou a marca do ídolo Elias Figueroa, se tornando com isso o maior zagueiro-artilheiro dos 100 anos da equipe do Beira-Rio. No entanto, a média do atual defensor do Internacional supera a de Figueroa, que tem no currículo mais de 300 partidas pelo clube, com participações históricas no pentacampeonato estadual de 1972 a 1976 e nos títulos brasileiros de 1975 e 1976.

No entanto, o maior nome da campanha surgiu mesmo das categorias de base e só ganhou vaga neste ano, principalmente após a saída de Alex para o futebol russo. Com a venda de seu camisa dez para o Spartak Moscou, surgia a dúvida de quem seria o destaque do elenco colorado, com favoritismo para Nilmar e para o argentino D'Alessandro. Mas o jovem apareceu como surpresa e, ao marcar 15 gols, se tornou o maior artilheiro dos estaduais no Brasil.

Confira outros destaques da campanha do bicampeonato gaúcho:

D'Alessandro:
Uma das maiores contratações da história do Inter, o argentino ganhou a confiança dos torcedores já na primeira temporada, quando se tornou um dos heróis da conquista da Sul-Americana. Neste ano, apesar de ter sofrido com as seguidas lesões, obteve destaque na campanha vitoriosa, sempre com seu jeito particular. Alvo de reclamações dos rivais e sempre envolvido em polêmicas, bate-bocas e provocações, o meia se destacou pelos passes qualificados, habilidade e liderança em campo.

Andrezinho:
Considerado o 12º jogador do elenco, o meia foi muito utilizado pelo técnico Tite durante o Estadual e deu conta do recado quando foi exigido. Com vaga na equipe principalmente nos momentos difíceis, após a saída de Alex e o desfalque de D'Alessandro, Andrezinho foi acionado diversas vezes e balançou as redes em oito oportunidades, comandando algumas das goleadas coloradas na competição.

Nilmar:
Em sua segunda passagem pelo Beira-Rio, após defender as cores de Lyon e Corinthians, o rápido atacante já acumula mais de 100 partidas pelo clube e 58 gols marcados. Neste ano, já balançou as redes adversárias 13 vezes e só fica atrás apenas de Taison, com quem formou dupla ofensiva de muito entrosamento e eficiência. Com a conquista deste domingo, fatura o seu quarto título gaúcho.

Alecsandro:
Contratado para formar o ataque ao lado de Nilmar, o irmão do são-paulino Richarlyson teve a tarefa dificultada pela ascensão do jovem Taison. Com a eficiência do artilheiro, Alecsandro ficou no banco na maioria das partidas, mas quando teve chance, correspondeu às expectativas. Com cinco gols no Estadual, o atacante ganhou destaque principalmente nos momentos decisivos, quando decidiu as vitórias contra a Ulbra, na semifinal do segundo turno, e contra o Novo Hamburgo, ocasião em que substituiu Nilmar, que estava em lua-de-mel.


Fonte: Terra
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