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Em 1992, Londrina era campeão e acreditava em “quarteto”

3 abr 2014 - 08h50
(atualizado às 18h11)
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Time titular posta para foto na terceira partida da final contra União Bandeirantes, no Estádio do Café
Time titular posta para foto na terceira partida da final contra União Bandeirantes, no Estádio do Café
Foto: Londrina Esporte Clube / Divulgação
Com a classificação heroica diante do Atlético-PR, quando reverteu a vantagem do time da capital, além de virar o jogo no Estádio do Café para 4 a 1 nesta quarta-feira, o Londrina tenta reeditar o ano de 1992.

É bem verdade que a situação foi diferente, mas envolveu fortes emoções. O time do norte do Estado também enfrentou o Atlético-PR, mas o eliminou nas penalidades máximas por 4 a 3, após vencer por 3 a 2 em seus domínios e ser derrotado por 2 a 0 no segundo confronto. Garantido na final, o adversário foi o União Bandeirantes, que passou pelo Paraná, também nos pênaltis, pelas semifinais.

Antes desse jogo, inclusive, os atletas e comissão técnica receberam um incentivo tradicional já no mundo futebolístico. O time ganhou um empurrão extra na fase final, que ultrapassou a casa dos 400 milhões de cruzeiros, arrecadados pela prefeitura e empresários da cidade.

Como o rival do interior não possuía um estádio que comportasse 15 mil pessoas, o mínimo proposto pelo regulamento da época, as finais foram disputadas na casa do Londrina. Os dois primeiros jogos terminaram empatados por 0 a 0 e 2 a 2.

A última partida, por pouco, não deu o título ao União Bandeirantes, que vencia por 2 a 1 até os minutos finais. “O gol no último minuto de jogo na segunda partida está marcado na minha carreira. Foi muita emoção pelo fato de ter me dedicado ao máximo na competição. Outro fato importante foi uma final 'caipira', ou seja, sem a participação dos clubes grandes da capital”, lembra o ex-zagueiro Márcio Alcântara, autor do gol decisivo na segunda partida.

Com isso, uma última e terceira partida definiria o campeão daquele ano. O “Tubarão” conquistou o título com o resultado de 1 a 0, gol do zagueiro João Neves, aos 31min do primeiro tempo. A campanha do Londrina no Campeonato Paranaense de 1992 foi de 30 jogos, sendo 11 vitórias, 15 empates e quatro derrotas, com 38 gols a favor e 24 contra. Tadeu e Cláudio José, com nove gols, foram os artilheiros do time.

Além do título de 1992, o time do interior possui outros dois: 1962 e 1981. Na época da última conquista, o treinador Varlei de Carvalho afirmou: “agora no Paraná, não existe mais o Trio de Ferro. Mas sim, um quarteto”. Por um tempo, principalmente até o final da década de 90, o Londrina realmente incomodou Coritiba, Atlético-PR e Paraná. Agora, espera comprovar que, após anos de más gestões, possa voltar a ser uma força dentro do Estado.

Confira a ficha técnica do terceiro jogo da final:

LONDRINA 1X0 UNIÃO BANDEIRANTE

Árbitro: Luis Carlos Pinto de Abreu

Renda: CR$ 509.700,00 / Público: 26.526 pessoas

Cartões amarelos: João Neves, Leco e Souza (Londrina); Zequinha, Emerson, Alexandro, Donizetti e Vanderlei (União Bandeirantes).

Cartões vermelhos: Tadeu (Londrina); Avarildo (União Bandeirantes)

LONDRINA: André Dias, Nilson, João Neves, Souza, Jerry, Alexandre, Zé Roberto (Amarildo), Tadeu, Leco, Marquinhos (Cláudio José) e Roberto. Treinador: Varlei de Carvalho.

UNIÃO: Anselmo, Avarildo, Elson, Emerson (Reginaldo), Vanderlei, Donizetti, Luisinho Cruz e Tainha, Zequinha (Milá), Alexandro e Darlan. Treinador: Geraldo Roncatto.

Fonte: PGTM Comunicação - Especial para o Terra PGTM Comunicação - Especial para o Terra
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