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Ceni aceita frango, admite "c..." e vence graças a gol de Ganso

16 fev 2013
22h03
atualizado às 22h05
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Acostumado a fazer tanto pela equipe do São Paulo, Rogério Ceni, neste sábado, precisou dos companheiros para poder celebrar a vitória de 3 a 2, contra o Ituano, no Estádio do Morumbi. Depois de permitir um gol para a equipe visitante na etapa inicial em um frango considerável, ele só assistiu à irregular atuação são-paulina, transformada em triunfo apenas por conta de uma cabeçada precisa de Paulo Henrique Ganso nos minutos finais. Um êxito para o qual, admitiu o próprio Ceni ao fim da partida, ele não conseguiu colaborar muito.

<p>Ceni falhou, mas viu São Paulo vencer graças a gol de Ganso</p>
Ceni falhou, mas viu São Paulo vencer graças a gol de Ganso
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

"Falei para eles (jogadores no intervalo) ficarem tranquilos que se a gente não ganhasse a responsabilidade era minha. A cagada fui eu que fiz", disse, já com bom humor, na saída do gramado depois da partida. O humor, entretanto, não estava bom 45 minutos antes. Depois do erro no primeiro tempo, Ceni atravessou o gramado apressado e foi o primeiro a chegar ao vestiário. Pelos microfones, passou direto e declarou apenas "eu errei" enquanto batia no peito.

Era um dia em que, definitivamente, a sorte não acompanhava o capitão do São Paulo. Aos 30min daquele primeiro tempo, Kleiton Domingues arriscou um chute fraco, defensável, e a bola correu perto do chão. Ceni saltou desconcentrado e fez cara de surpresa quando percebeu a "cagada", como ele mesmo definiria. Mostrou um certo abatimento e demorou a levantar. Bateu na cabeça, bateu na trave e pediu desculpas. Como resposta, teve o nome gritado pelas arquibancadas. Surpreendeu até os adversários.

"Foi infelicidade do Rogério e felicidade minha. Mas só faz o gol quem chuta", explicou Kleiton Domingues. "Chutei com convicção no gol, mas esperei o juiz dar para poder comemorar sem dar bote errado", acrescentou. O ex-palmeirense Marcinho Guerreiro, também no Ituano, lembrou. "Todos estamos sujeitos a errar, mas ele já fez muito para o São Paulo".

A chance de dar a volta por cima não demorou a surgir da maneira mais familiar para Rogério Ceni. Uma falta próxima da área, açucarada, e ele partiu em disparada para cobrá-la. Caprichou detalhadamente, mas a finalização praticamente perfeita, que o goleiro adversário jamais conseguiria defender, explodiu no travessão. Depois do jogo, ele ainda comentaria. "Não se redime. Quando entra bla assim, não tem redenção. Não vou falar da bola, do vento, não tem explicações. De cada 200, você defende todas, mas uma passou".

Ceni até flertou com a vitória já no início do segundo tempo, quando Jadson marcou, mas a noite era complicada para os são-paulinos, e Adaílton empatou em contra-ataque. Só mesmo aos 43min, Paulo Henrique Ganso fez de cabeça e Ceni ficou mais aliviado com os três pontos. Agradeceu quase todos os companheiros, foi o último a deixar o gramado e bateu palmas para os torcedores. Venceu, neste sábado, graças aos companheiros e sem contribuir muito. Algo incomum para o jogador mais importante da história do São Paulo.

 

Fonte: Terra
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