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Ponte pode igualar recorde de 1981; semelhanças marcam campanhas

20 mar 2013
12h31
atualizado às 15h33
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Quando entrar em campo nesta quinta-feira, contra o União Barbarense, às 19h30 (horário de Brasília), no Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães, pela 13ª rodada do Campeonato Paulista, a Ponte Preta estará muito perto de igualar a marca de 1981 como o melhor início de temporada da história do clube, com 13 jogos de invencibilidade. E essa possibilidade começa a mexer, no bom sentindo, com quem corre o risco de ser ultrapassado.

<p>Picerni dirigia Ponte em campanha de 1981</p>
Picerni dirigia Ponte em campanha de 1981
Foto: Getty Images

"Avisa o Guto (Ferreira, treinador da Ponte) que não precisa passar tanto da marca que nós atingimos, senão ninguém mais vai se lembrar da gente", brinca Jair Picerni, responsável por levar a Ponte ao vice-campeonato paulista daquela época, perdendo a final para o São Paulo.

Além do bom início de temporada, a campanha realizada pela Ponte Preta agora tem outras semelhanças com o time de 1981. A começar por quem estava à frente do banco de reservas.

Jair Picerni começou a carreira de treinador um ano antes, despontando na sequência para o restante do Brasil, passando por Corinthians, São Caetano, Palmeiras, Atlético-MG e também Seleção Brasileira Sub-23.

Trajetória parecida tem Guto Ferreira, que passou muito tempo trabalhando nas categorias de base de São Paulo e Internacional antes de se aventurar no profissional em 2002, quando conquistou o Campeonato Gaúcho.

Depois passou por alguns clubes, mas se destacou mesmo no ano passado, levando o Mogi Mirim até as quartas de final do Paulista, sendo eliminado pelo campeão Santos. Apesar de ter um largo currículo, Guto é considerado um treinador da nova geração - tem apenas 47 anos - e vê na Ponte Preta a chance de despontar.

"Pessoalmente não conheço o Guto, mas pela televisão percebemos que é um cara legal, que tem uma carreira de sucesso pela frente. Conhecemos o treinador de longe e dá para ver que ele preza bastante pelo bom ambiente com os jogadores. Para você ter resultado, se você não tiver bom relacionamento com os companheiros não vai para frente", avalia Picerni.

Bom ambiente. Esse é justamente um dos pontos fortes da Ponte Preta na temporada 2013. Durante todas as entrevistas, jogadores e comissão técnica procuram enaltecer a união do elenco, que ficou ainda mais forte depois da grave contusão de Ferrugem diante do São Caetano. "A equipe da Ponte é um grupo muito unido. É difícil ver isso no futebol. Na Ponte, formou-se uma família, e eu vou estar sempre ali, na mesma luta, em busca do título paulista", afirmou o volante recentemente.

Jair Picerni diz ter acompanhado alguns jogos da Ponte Preta neste Campeonato Paulista e gostou do que viu. Para ele, o time está bastante determinado na busca pelo objetivo e bem posicionado dentro de campo, além de ter a velocidade de alguns jogadores como ponto forte.

O polivalente Cicinho, que chegou como lateral-direito e está se destacando no meio-campo desde o ano passado, mereceu um elogio especial, mas também um aviso.

<p>Guto Ferreira, ex-Mogi Mirim, é o atual técnico da Ponte Preta</p>
Guto Ferreira, ex-Mogi Mirim, é o atual técnico da Ponte Preta
Foto: Ricardo Matsukawa / Terra

"Como corre esse Cicinho. Ele é bastante habilidoso e um dos principais jogadores do time, mas acredito que quando ele se posicionar um pouco melhor em campo vai conseguir se destacar muito mais. Hoje em dia os jogadores estão correndo muito e eu acredito que isso não seja o certo. Na minha época, os jogadores que faziam a bola correr. Temos que pensar um pouco mais na maneira de se jogar", comenta Picerni.

Apesar de se mostrar contente com a boa campanha que vem sendo realizada pela Ponte Preta no Paulista, o ex-treinador lamenta o fato de jogadores da base não serem tão aproveitados como antigamente: "aproveitávamos os jogadores da base e contratávamos pouco, de quatro a cinco. Isso era um dos pontos fortes".

Realmente Picerni tem razão. Guto Ferreira tem apenas o goleiro Reynaldo, o lateral-esquerdo Renan, o volante Alef e o atacante Rossi como "pratas da casa"; nenhum deles é titular da equipe campineira.

Fonte: André Regi Esmeriz - Especial para o Terra André Regi Esmeriz - Especial para o Terra
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