Marcos anunciou aposentadoria nesta quarta-feira e deixa o Palmeiras
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- Diego Garcia
- Direto de São Paulo
O anúncio da aposentadoria de Marcos comoveu o mundo do futebol nesta quarta-feira. O goleiro avisou a diretoria do Palmeiras que não entraria mais em campo como jogador profissional. O assunto chegou, inclusive, ao Corinthians, arquirrival da equipe do Palestra Itália. O gerente de futebol alvinegro, Edu Gaspar, desejou um "caminho bacana" ao agora ex-atleta.
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"O Marcos é um amigo, um ídolo, o futebol brasileiro perde uma figura extraordinária, dentro e fora de campo. O Palmeiras também perde. Ele é de grupo, bacana, e vamos torcer para que tenha uma carreira pós-futebol. Que encontre um caminho bacana, como encontrei nesse cargo e me encontrei na situação que estou", disse o corintiano.
"É inteligente, vai ter ofertas e ser feliz onde e como estiver. Deixou um legado bacana como pessoa, e independente de jogar no Palmeiras conquistou torcedores de todos os times. Vamos torcer para que seja feliz fora do futebol e agradecer por tudo o que fez no futebol brasileiro", acrescentou Edu Gaspar, que enfrentou Marcos pela Copa Libertadores da América de 2000.
Na ocasião, o camisa 12 repetiu o feito de 1999 e fechou o gol da equipe alviverde, levando o Palmeiras à próxima etapa da competição. O goleiro foi um dos responsáveis pelo maior título da história da agremiação alviverde: a Copa Libertadores de 99 - o clube foi vice na edição de 2000, mas eliminou o arquirrival Corinthians em ambas as ocasiões.
Exemplo de amor à camisa no futebol moderno
A carreira de Marcos pode ser classificada como uma das mais bonitas dos últimos anos. Mesmo consagrado e objeto de desejo de grandes clubes europeus durante a trajetória dentro dos gramados, o goleiro deu um raro exemplo de "amor à camisa" no futebol moderno. O camisa 12 permaneceu os quase 20 anos de vida futebolística na mesma instituição: a Sociedade Esportiva Palmeiras.
Com a camisa alviverde, Marcos conquistou os maiores títulos da organização paulista. Campeão brasileiro nos anos de 1993 e 1994, o goleiro alcançou o auge da carreira. Em um espaço de apenas três meses, deixou o banco de reservas para se tornar um dos principais responsáveis pelo título inédito da Copa Libertadores da América de 1999, a maior glória obtida pelo Palmeiras até hoje.
Já tratado como ídolo, Marcos conquistou ainda mais a torcida na edição seguinte da competição sul-americana. Embora tenha passado por um péssimo momento de pressão, após falhar na decisão do Mundial de 1999 (não conseguiu interceptar um cruzamento de Ryan Giggs, que resultou no gol do título do Manchester United, marcado por Roy Keane), o goleiro se tornou símbolo da vitoriosa geração alviverde ao novamente impedir o arquirrival Corinthians de seguir no torneio.
Na semifinal, Marcos defendeu o pênalti cobrado por Marcelinho Carioca, principal ídolo corintiano na época, e classificou o Palmeiras à decisão da Libertadores de 2000 - competição na qual o time acabou como vice-campeão.
Ídolo consolidado dentro do clube, Marcos atingiu o Brasil inteiro em 2002. Goleiro de confiança do técnico Luiz Felipe Scolari, o representante palmeirense vestiu a camisa 1 da Seleção Brasileira e teve participação fundamental na conquista do pentacampeonato, especialmente na decisão contra a Alemanha.
As grandes atuações despertaram o interesse europeu. O Arsenal, depois de conhecer o goleiro palmeirense na Copa do Mundo do Japão e da Coreia do Sul, buscou a contratação de Marcos. Entretanto, na contramão do futebol moderno de negócios, o jogador rejeitou a proposta e seguiu na instituição alviverde, apesar do rebaixamento à Série B do Brasileiro em 2003.
Marcos passou pela pior crise da história palmeirense sem ter o respeito adquirido durante o fim da década de 90. O jogador seguiu convivendo com lesões, alguns vexames (como a goleada de 7 a 2 para o Vitória, pela Copa do Brasil de 2003, no Palestra Itália) e grandes atuações. O último título conquistado pelo camisa 12 no único clube da carreira foi o Campeonato Paulista de 2008.
FICHA TÉCNICA
Nome: Marcos Roberto Silveira Reis
Posição: Goleiro
Cidade de nascimento: Oriente (SP)
Nascimento: 4 de agosto de 1973
Altura: 1,93 m
Camisa preferida: 12
Jogos pelo Palmeiras: 530
Jogos pela Seleção Brasileira: 29
Clubes: Palmeiras
Títulos: Campeonato Brasileiro (1993 e 1994); Campeonato Paulista (1994, 1996 e 2008); Copa do Brasil (1998); Copa Mercosul (1998); Copa Libertadores (1999); Torneio Rio-São Paulo (2000); Copa dos Campeões (2000); Campeonato Brasileiro Série B (2003).
Pela Seleção: Copa América (1999); Copa do Mundo (2002) e Copa das Confederações (2005)
- Terra


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