Veterano Paulo César é um dos principais reforços do Audax para a Série A2 do Campeonato Paulista
Foto: Edson Lopes Jr/Terra
- Diego Garcia
- Direto de São Paulo
O experiente meio-campista Paulo César, que atuava como lateral direito no Santos campeão brasileiro em 2004, é um dos principais reforços do Audax para triunfar na Série A2 do Campeonato Paulista neste ano. Com 33 anos de idade e passagens pela Seleção Brasileira e até pelo futebol europeu - no francês PSG -, o jogador concedeu entrevista ao Terra e falou sobre a carreira, sobre rusga com o técnico Cuca e até "calote" em Goiás, quando defendeu o Vila Nova-GO.
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No Centro de Treinamento do Audax, localizado no bairro do Morumbi, em São Paulo, o lateral ainda rasgou elogios à estrutura do clube paulistano, relembrou seu passado no Santos da "era Robinho", a passagem pela Seleção e até problemas com o técnico Cuca no Fluminense, em 2009.
O jogador também citou sua passagem pelo Vila Nova-GO no ano passado, quando conviveu com alguns meses sem salário e ficou sem receber.
Confira abaixo entrevista com Paulo César:
Terra - Como você vê essa estrutura oferecida pelo Audax?
Paulo César - Vejo o clube com bons olhos, a estrutura, clubes de primeira divisão não têm isso. Falta bastante coisa, mas o clube está crescendo, estão crescendo os jogadores, a mentalidade, para que possa ter sucesso mais para a frente.
Terra - E graças a essa categoria de base o time tem muitos jovens, que agora ganham a companhia de atletas experientes, como você. Como vê o elenco do Audax?
Paulo César - O elenco é muito bom e técnico, vemos pelo profissional. São 75% de jogadores jovens que foram revelados aqui. Eles têm uma estrutura boa, difícil ver um clube que revela assim no profissional. Cinco subiram da Copa São Paulo, o trabalho é excelente, os treinadores também, e com jogadores experientes ao lado deles a mentalidade muda, mostra que o time pode chegar e competir com igualdade com qualquer equipe.
Terra - A tendência é que chegue na Série A1 ainda este ano pelo projeto oferecido?
Paulo César -O objetivo é o acesso e chegar ao Brasileiro da Série D, mas primeiro precisa chegar na Série A1. Gradativamente as coisas estão acontecendo, o clube conseguiu bastante coisa nesses seis ou sete anos de clube, tem uma sede no Rio e aqui, e gradativamente tudo vai acontecer
Terra - E recentemente você esteve no Vila Nova-GO, que atrasou seus salários. Qual a diferença de seu ex-clube para o atual?
Paulo César -Fui para o Vila Nova por um fato isolado, um amigo que me chamou, estava no São Caetano e aceitei ir. Não recebi alguns salários devidos, tive problema de contusão lá também que me atrapalhou um pouco, mas foi uma experiência boa. Conquistei alguns amigos, o clube deixa a desejar no seu planejamento e nas pessoas que comandam, e aqui foi totalmente diferente. Todos têm os pés no chão e não ultrapassam do planejamento, não extrapolam orçamento, temos que nos adaptar a esse novo sistema e isso é muito bom. Estou muito feliz de estar aqui hoje.
Terra - Você teve uma carreira vitoriosa, com passagens por Seleção, Santos e PSG, mas encarou alguns problemas. Para você, qual foi seu melhor e seu pior momento na carreira?
Paulo César -O pior momento foi em 2009, quando voltei ao Fluminense e infelizmente tive muitos problemas de relacionamento com o treinador da época. Essa transição de ter que rescindir o contrato foi o pior da minha carreira que vivi.
O melhor momento foram muitos. No Santos foi um 2004 muito produtivo, joguei praticamente 85% das partidas. Foi um ano muito bom na minha carreira. Em 2002 e 2003 também, estava indo à Seleção Brasileira e fui comprado pelo Paris Saint-Germain, cheguei muito bem lá também. Tive vários momentos bons, mas o ruim foi em 2009. No começo eu tive momentos ruins, mais jovem, acreditava que melhoraria com meu amadurecimento na carreira. Mas em 2009 fui pego de surpreso e me chateei bastante.
Terra - O que mais te chateou no Fluminense?
Paulo César -É complicado salientar tudo para você, mas todo mundo soube que tive um problema com o Cuca, um problema particular, não um problema profissional. Se fosse profissional ele me tiraria do time e estaria tudo bem, mas foi um problema de relacionamento, eu particularmente acho que ele não teve um relacionamento de homem comigo e acabou interferindo diretamente no meu trabalho e no meu contrato que eu tinha com o Fluminense, tive que rescindir porque ele teve que continuar. Foram bastantes coisas, não foram poucas, mas isso já passou e o importante é crescer.
- Terra





