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Acostumados ao calor do tradicional público da geral do estádio do Maracanã, ex-craques de futebol lamentam o fechamento do setor, que vai passar por uma reforma e ganhar cadeiras.
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"Vai ser uma grande perda, principalmente pela empatia que existe entre aqueles torcedores e os jogadores", disse Júnior, que fez história na lateral esquerda e no meio de campo do Flamengo nas décadas de 70, 80 e 90.
"Quando eu encostava no córner para fazer uma cobrança, o pessoal gritava: 'Bate no primeiro pau! Bate no segundo pau!'. O cara participava diretamente do jogo conosco", lembrou.
Júnior ainda mantém vivas na memória as imagens das comemorações perto da torcida da geral. "Era aquela vibração na hora do gol... Vai ser uma perda grade", reforçou, já em tom saudosista.
Já Evaristo de Macedo, que fez história pelo mesmo rubro-negro, mas na década de 50, guarda lembranças diferentes do setor. "A geral era mais sossegada, era de um torcedor mais padrão. Essas coisas de fantasias vieram depois".
O ex-atacante acredita que o mesmo tipo de público vai freqüentar a geral, só que os torcedores não poderão mais correr acompanhando a trajetória da bola, como fazem atualmente.
"Eu vi a maquete do novo Maracanã. Acho que a geral vai continuar. Politicamente aquelas cadeiras vão ser colocadas a preços muito baratos. Vão ter até uma visão melhor do campo. Ninguém que não está habituado vai querer ir lá. Só vai ficar um pouquinho mais elitizada", finalizou.
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