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As brigas entre as diretorias do Coritiba e do Atlético-PR que começaram na final do Campeonato Paranaense parecem não ter fim. Logo após a partida, no dia 17 de abril, o Coritiba entrou com uma denúncia no Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Paranaense de Futebol, contra o rival.
No documento, a diretoria denunciava as más condições oferecidas ao clube na Arena da Baixada.
Na terça-feira foi a vez do Atlético-PR entrar com uma denúncia. O clube quer providências quanto aos estragos feitos no vestiário usado pelo Coritiba na Arena. O prejuízo, segundo o time rubro-negro, é de cerca de R$ 2.800.
No documento, o advogado do Atlético-PR, Gil Justen, afirma que o Coritiba infringiu o artigo 219 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
O artigo tem o seguinte texto: "danificar praça de desportos, sede ou dependência de entidade de prática desportiva", com pena de 30 a 120 dias de suspensão e "indenização pelos danos causados, a ser fixada pelo órgão judicante competente".
O presidente do TJD, Bortolo Escorssim, informou que se o Coritiba for condenado, terá que cumprir a pena no Campeonato Brasileiro.
O Coritiba, por sua vez, denunciou o Atlético com base no artigo 211 do CBJD. "Deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infra-estrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização. Pena: multa de R$ 5 mil a R$ 50 mil e interdição do local, quando for o caso, até a satisfação das exigências que constem da decisão".
Os dois casos serão julgados na próxima semana.
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