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Após ficar dois anos longe dos gramados profissionais, Válber teve a oportunidade de voltar a jogar pelo América, a convite do amigo Jorginho, e vem se mostrando um dos melhores jogadores da equipe.
Atualmente jogando como volante, ele é uma das armas para a partida contra a Cabofriense, segunda-feira, no Maracanã, pelas semifinais da Taça Guanabara.
O veterano reconhece que se não fossem algumas vaciladas durante a carreira, ele tinha tudo para estar jogando em um grande clube. Mas isso não incomoda Válber. Para ele, o que importa é estar em um ambiente feliz e sem vaidades.
"Perdi muita coisa por causa do meu problema na Seleção em 94, mas não procuro pensar nisso. Passado é passado. Graças a Deus, pude voltar a jogar. Estava me fazendo muita falta", afirmou.
Voltar a jogar em um time de menor expressão é algo que não incomoda Válber. As diferenças, como concentrações luxuosas e altos salários, existem, mas não incomodam.
"Não tenho nenhum problema em jogar aqui. É claro que não temos a mesma comodidade, mas, aos poucos, vamos conquistando", disse.
Válber sempre foi um jogador de muita categoria, e parece que, com o passar do tempo (está com 38 anos), seu toque de bola ficou ainda mais refinado. É muito difícil ver o veterano errando um passe. Para ele, o técnico Telê Santana é um dos responsáveis pelo seu perfeccionismo.
"Quanto menos você erra, menos você cansa. E o Telê sempre foi muito exigente comigo", lembra.
Um dos líderes do América dentro de campo, Válber sabe que tem de segurar a onda na hora das cobranças porque Jorginho não gosta de xingamentos.
"Mas ele sabe que tem hora que não dá para segurar", brincou.
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