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Gaúcho
Segunda, 6 de março de 2006, 09h14  Atualizada às 10h45
MP investiga suposto ato racista contra gremista
 
Divulgação
Antonio Carlos garante que gesto foi apenas para limpar um pouco de sangue
Antonio Carlos garante que gesto foi apenas "para limpar um pouco de sangue"
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O Ministério Público do Rio Grande do Sul irá investigar o suposto ato de racismo praticado pelo experiente zagueiro Antonio Carlos, do Juventude. Na noite de domingo, quando foi expulso no clássico contra o Grêmio, o jogador que já defendeu a Seleção Brasileira esfregou os dedos nos braços, em suposta referência à cor do atleta do clube tricolor, Jeovânio.

Veja como foi o jogo
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O MP já pediu a fita de vídeo do jogo para análise. A solicitação partiu do subprocurador geral da Justiça para Assuntos Institucionais, Mauro Renner, e as cenas devem ser encaminhadas para os promotores criminais de Caxias de Sul, que podem abrir o processo.

O lance polêmico aconteceu aos 24min da segunda etapa do clássico gaúcho. Após dar uma cotovelada em Jeovânio, do Grêmio, Antônio Carlos foi expulso. Antes de deixar o campo, ele ainda segurou o adversário pela camisa e tirou satisfação.

"Não podemos permitir que não se faça nada neste caso", disse Renner ao jornal gaúcho Zero Hora.

A investigação, comandada pelo Ministério Público, deve ouvir o zagueiro do Juventude, o atleta do Grêmio e testemunhas que possam contribuir para a solução do caso. Não há fiança para o crime de racismo.

O árbitro Leandro Vuaden entregará a súmula à Federação Gaúcha de Futebol e pretende ver as imagens antes de finalizar o relatório. "É claro que vou ver na TV. Tu achas que eu vou colocar a perder uma atuação perfeita deixando passar uma questão séria como essa?", afirmou Vuaden.

O jogador Evaldo viu o momento em que Antônio Carlos deixava o campo.

"Vi claramente ele esfregando o braço. Corri para avisar o árbitro, mas não deu tempo. Isso é lamentável, é preciso haver uma punição severa", lamentou.

O zagueiro, que foi vaiado pela própria torcida ao ingressar no vestiário, teria ainda dito uma palavra ofensiva ao adversário e negou o ato.

O gesto de passar o dedo indicador sobre o braço foi apenas "para limpar um pouco de sangue" que havia no local.
 

Redação Terra