Boletim
Receba as últimas notícias em seu email
Fale Conosco
Mande suas críticas e sugestões. Participe!
Gaúcho
Segunda, 6 de março de 2006, 13h41  Atualizada às 14h21
Emocionado, Antônio Carlos pede desculpas
 
Divulgação
Antônio Carlos diz que está passando um dos momentos mais difíceis da carreira
Antônio Carlos diz que está passando um dos momentos mais difíceis da carreira
 Últimas de Gaúcho
» Grêmio promete cinco reforços para o Brasileiro
» Abel será cobrado após derrota no Gre-Nal
» Após queda, diretor do Inter pede concentração na Libertadores
» Torcida gremista destrói dependências do Beira-Rio
Busca
Busque outras notícias no Terra:
Expulso de campo na partida do último domingo por uma cotovelada no meio-campista Jeovânio, do Grêmio, o zagueiro Antônio Carlos, do Juventude, foi acusado de racismo. Nesta segunda-feira, o jogador se mostrou arrependido e pediu desculpas.

MP investiga suposto ato racista contra gremista

"Se eu fiz alguma coisa, foi no calor da partida. Nunca fui disso e todos que me conhecem, os meus amigos do futebol e de fora, sabem do meu caráter, a pessoa que eu sou. Essa está sendo uma das coisas mais difíceis da minha carreira e eu peço desculpas", disse o jogador à Rádio Jovem Pan.

Depois de receber o cartão vermelho, Antônio Carlos esfregou os dedos nos braços, em suposta referência à cor do atleta adversário. Ele se defendeu dizendo que mostrava um corte no braço, mas teria também ofendido Jeovânio. "As imagens sugerem que ele pronunciou a palavra macaco", disse a fonoaudióloga Hiltrud Elert.

Colocado em contato com o negro César Sampaio, antigo colega de Palmeiras, o zagueiro se emocionou. "Dá até vontade de chorar agora. A gente se conhece há um tempão, mas amigo é também para as horas difíceis. Não liguei para nenhum dos meus amigos da raça negra, mas recebi vários telefonemas e agradeço o apoio", concluiu.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul já pediu as fitas da partida. Além do processo na Justiça comum, Antônio Carlos está sujeito a uma pena rigorosa na esfera desportiva. Os procuradores do TJD da Federação Gaúcha se reúnem na tarde desta segunda para discutir a denúncia.

O presidente do Juventude, Iguatemy Ferreira, disse que há um exagero na repercussão dos fatos. "Estão querendo encontrar chifres em cabeça de cavalo. Querem, de novo, criar um clima contra o Juventude", declarou o dirigente.

No último Campeonato Brasileiro, o STJD tirou dois mandos de campo do clube de Caxias do Sul por atitude racista da torcida contra Tinga, do Inter. Desta vez, revoltada com a atitude de Antônio Carlos, a própria torcida alviverde vaiou o jogador quando ele se dirigia para o túnel.

Com Lancepress!
 

Redação Terra