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O lateral-direito Ruy sabe, assim como Carlos Roberto, que sair atrás do marcador pode ser fatal para o Botafogo, principalmente porque, seja Madureira ou Americano o finalista do Estadual, qualquer uma dessas equipes baseiam sua estratégia de jogo nos contra-ataques. Tanto é assim que o técnico alvinegro tem treinado exaustivamente a marcação sob pressão.
Embora aponte o Botafogo favorito, Ruy pede aos companheiros que entrem em campo dispostos a dar algo mais do que simplesmente jogar futebol.
"Já saí derrotado de uma final por achar que era o cara. Em decisão não basta apenas jogar bem. Tem de haver superação", ensina.
Em 2005, o lateral tinha uma proposta do futebol belga, mas não queria deixar o Brasil, por conta do câncer que seu pai, Paulo, contraiu no intestino.
"Liguei para o Bebeto de Freitas e ele me aceitou de volta. Fico muito feliz de estar aqui. Não sou nenhum Túlio Maravilha e nem tenho a minha cabeça gravada na história do clube. Por isso quero muito conquistar esse título", lembra o lateral.
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