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O Campeonato Mineiro de 2006 foi praticamente uma repetição do que se viu no ano passado. Cruzeiro e Ipatinga se destacaram como as duas melhores equipes e encontraram poucas dificuldades para reeditar a final, só que desta vez o time da capital levou a melhor.
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O Cruzeiro apostou as suas fichas no bom ataque, formado por Araújo, Gil e o experiente Élber, que voltava ao Brasil após 14 anos no futebol europeu. Araújo, porém, se contundiu logo nas primeiras rodadas da competição e se tornou um grande desfalque.
Mas, se não contava com o ataque dos sonhos e ainda sofreu com a falta de um grande camisa 10, o Cruzeiro teve o goleiro Fábio em excelente forma. O jogador, que em 2005 sofreu com as críticas e quase deixou o time celeste, desta vez foi ovacionado por suas brilhantes atuações.
O Cruzeiro jogou muitas vezes sob pressão. Durante toda a competição estadual a diretoria celeste deixou claro que o título era obrigação. Paulo César Gusmão, apesar do carinho da torcida, teve seu trabalho contestado, em especial após a única derrota do clube na competição, diante do Ituiutaba.
Já o Ipatinga fez mais uma vez bom uso da parceria com o Cruzeiro e teve como destaques jogadores que pertencem ao próprio clube da capital. Walter Minhoca e Diego Silva chamaram a atenção de grandes equipes, inclusive o Flamengo, que os contratou logo após o término do Mineiro para a disputa do restante da temporada.
Com uma boa campanha e o primeiro lugar assegurado na primeira fase do estadual, o Ipatinga foi considerado por muitos como o grande favorito. Mas, diante de sua torcida, no Ipatingão, sofreu a única derrota de sua campanha, na final, para o Cruzeiro, que ficou com o titulo.
O Atlético-MG decepcionou mais uma vez sua torcida. No início da competição muitos davam como certa a não classificação do alvinegro para a fase final. Porém, o time do técnico Lori Sandri conseguiu uma seqüência de vitórias que valeram o terceiro lugar na primeira fase. Mas a equipe caiu na semifinal diante do Cruzeiro.
O alvinegro fez muitas contratações no início do ano, embora poucos jogadores tenham conseguido se firmar no time. A grande esperança passou então a ser o garoto Ramon, que assumiu a condição de ídolo após a negociação de Marques. As atuações do jovem atleta, porém, não foram suficientes para levar o Galo à conquista do título, o que não ocorre há mais de cinco anos.
Aliás, Ramon já está com as passagens compradas e vai deixar o Atlético-MG. O jogador foi negociado com um fundo de investimentos e fica em Belo Horizonte no máximo até junho. Mas a diretoria alvinegra promete reposição de peças, uma vez que o clube tem pela frente a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro.
Uma surpresa no estadual foi a conquista do quarto lugar pelo América-MG. Com um time modesto e a ajuda do experiente Euller, que iniciou a sua carreira no próprio time mineiro, o clube chegou à semifinal disposto a reassumir seu posto de "grande" no Estadual. Mas sucumbiu diante da força do Ipatinga, que venceu os dois duelos da segunda fase.
Uberlândia e URT, de Patos de Minas, com campanhas medíocres, foram as duas equipes rebaixadas para o Módulo B do Campeonato Mineiro. O Cruzeiro teve a melhor defesa da competição, com apenas oito gols sofridos, em 15 jogos. O melhor ataque foi o do Ipatinga, com 25 gols.
O Guarani, de Divinópolis, foi o time mais disciplinado e os artilheiros da competição foram Marcelo Pelé, do Democrata de Sete Lagoas, com 11 gols, e Marinho, do Democrata de Valadares, com oito gols. Aliás, os dois atletas já foram contratados pelo Atlético-MG.
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