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A vitória por 3 a 2 sobre a Universidad Católica, no Chile, com dois jogadores a menos e com o time ameaçado na Libertadores, já entrou para a galeria dos grandes jogos do Corinthians na história.
Do goleiro Johnny Herrera ao presidente do MSI, Kia Joorabchian, que invadiu eufórico o vestiário do Estádio Apoquindo, local da epopéia, todos os heróis de Santiago tiveram um dia de êxtase e orgulho.
"Hoje, entramos na Libertadores. Não me lembro de ter feito uma partida com tanta dificuldade, com dois a menos, com juiz errando contra, tudo. Se a gente continuar com esse espírito, chegaremos bem longe na Libertadores", comemorou o meia Carlos Alberto, destaque do time, como os outros nove jogadores que terminaram na partida e seguraram a vitória corintiana.
Carlos Alberto talvez não saiba, mas jogos como o de quarta-feira marcaram para sempre jogadores na história do Corinthians. Da vitória no clássico contra o Palestra Itália, em 1934, passando pelo 1 a 0 sobre a Ponte Preta em 1977 que tirou o time da fila de títulos no Paulistão, até a goleada por 5 a 1 sobre o Cianorte, pela Copa do Brasil, no ano passado.
Ao mesmo tempo em que vibram com a iminente classificação na Copa Libertadores (precisa de um empate na última rodada, em casa, contra o já eliminado Deportivo Cali, da Colômbia), os corintianos tentam manter os pés no chão.
"Foi uma vitória importante que nos ajudou muito na competição. Só não podemos é deixar subir à cabeça. A euforia não pode tomar conta da gente", avisa o meia Ricardinho, que já perdeu duas Libertadores pelo Corinthians, ambas as vezes contra o rival Palmeiras.
Kia concorda. "Primeiro precisamos garantir a classificação. Não quero falar ainda sobre o primeiro lugar. Falta mais um jogo. Se ganharmos, pode ser", disse, com as barbas de molho, um dia depois de abraçar os jogadores como um torcedor no vestiário.
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