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Sexta, 4 de maio de 2007, 14h19 

Empresário de Nilmar é banido do futebol

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O empresário do atacante corintiano Nilmar, Orlando da Hora, e o procurador João Haroldo Deorce foram punidos nesta quinta-feira pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Espírito Santo (TJD-ES) e não podem mais trabalhar com futebol. A dupla foi acusada de tentativa de suborno para colocar sonífero na alimentação do grupo do Jaguaré, na final do primeiro turno do Campeonato Capixaba, mas a decisão cabe recurso.

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Da Hora foi vinculado por Deorce em uma gravação telefônica durante uma suposta tentativa de suborno de um roupeiro do Jaguaré, às vésperas do segundo jogo da decisão do primeiro turno do Capixaba. No jogo de ida, o Jaguaré havia vencido o Vilavelhense por 3 a 0.

"Essa é decisão de eliminação do esporte, válida para todo e qualquer local. Estão punidos e não vão poder transitar mais no meio do futebol. Porém, cabe recurso. A partir da publicação da decisão, eles têm três dias para recorrer", disse o presidente do TJD, Segundo Meneguelli.

Em contato com a reportagem do Terra Esportes, o empresário Orlando da Hora confirmou que irá recorrer da decisão e que também entrará com um mandado de segurança para voltar a exercer sua profissão enquanto a sentença defitiva não for anunciada. Ele foi representado por um advogado no julgamento desta quinta.

O agente confirmou que conhece Deorce e que o procurador chegou a entrar em contato com ele depois da derrota na final do primeiro turno, mas ficou surpreso com toda a seqüência do caso.

"O Haroldo (Deorce) chegou a me ligar pedindo ajuda, mas parou por aí. Até pensei que ele estivesse brincando, ou que queria fazer algum feitiço em terreiro de umbanda, ou alguma oração", afirmou Da Hora.

O agente de Nilmar, que está em São Paulo tentando resolver a situação do atacante junto ao Corinthians, insistiu que não sabe nem se Deorce tomou qualquer atitude ou o porquê dela. Orlando da Hora salientou ainda que não tem vínculos com o elenco profissional do Vilavelhense, sendo responsável apenas por jogadores da categoria de base do clube.

O presidente do Vilavelhense, Miguel Angelo Trés, foi absolvido das acusações por faltas de provas, mas a decisão também cabe recurso.

Com informações de Lancepress!

Redação Terra