
Apesar da goleada de 5 a 0 sofrida para o arqui-rival Cruzeiro no último domingo, na primeira partida da final do Campeonato Mineiro, o técnico Geninho disse que os jogadores e torcedores do Atlético-MG devem manter a cabeça no lugar.
Mesmo precisando ganhar a próxima partida por mais de seis gols de diferença, o treinador afirmou que ainda não há nada perdido. "Não posso deixar o grupo ficar no chão. Foi um resultado que ninguém queria, todos estão sentidos, eu estou arrasado. Mas se demonstrar o que estou sentindo, como vou fazer para cobrar dos meus comandados?", ponderou.
"No futebol não existe nada impossível, existe o muito difícil, mas o impossível, nunca. Só vou entregar os pontos quando, no domingo, não conseguir o resultado. Até lá não vou entregar os pontos", garantiu o técnico.
Para o treinador, o placar elástico, que não poderia ser imaginado nem pelo mais pessimista dos atleticanos, pode ser compreendido pela velocidade com que o Galo levou os dois primeiros gols.
"Fica até difícil analisar um placar tão dilatado, ainda mais porque começamos bem, ajeitados em campo, incomodando mais que o adversário. Mas aí, tomamos dois gols rapidamente, nos perturbamos e não conseguimos ocupar os espaços como planejado, principalmente pelo lado direito, onde o Márcio Araújo e o Gérson não evoluíram", lamentou Geninho.
O treinador agora busca levantar a moral do grupo, principalmente porque, nesta quarta-feira, o Atlético decide a vaga nas quartas-de-final da Copa do Brasil com o Náutico, no estádio do Mineirão.
"É preciso ter consciência de que temos um jogo importantíssimo na quarta-feira, que vale classificação. Se deixarmos que o resultado afete o jogo de quarta, poderemos ter outra derrota", disse o treinador, cuja equipe precisa vencer pelo placar mínimo, já que perdeu a primeira partida, no Estádio dos Aflitos, por 3 a 2.
Gazeta Press
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