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Domingo, 4 de maio de 2008, 11h34 Atualizada às 11h38

Atlético-MG busca superação para evitar título do Cruzeiro

"Nada está definido". Este foi o discurso predominante no Atlético-MG e no Cruzeiro na semana que antecedeu a grande decisão do Campeonato Mineiro, marcada para às 16h (de Brasília) deste domingo, no Mineirão. É se apegando à esperança de que o arqui-rival ainda não conseguiu o título, mesmo com a vitória por 5 a 0 no primeiro jogo, que o time alvinegro tenta vencer por seis gols de diferença para conquistar o Estadual no ano de seu centenário.

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"No futebol não existe nada impossível. Existe o muito difícil, mas o impossível, nunca. Só vou entregar os pontos quando, no domingo, não conseguir o resultado. Até lá não entrego os pontos", discursou o técnico Geninho, seguido pelo zagueiro e capitão Marcos, que dá lugar a Vinícius na final por causa de uma lesão na coxa. "A possibilidade existe. Eles têm uma grande vantagem assim como nós tínhamos no ano passado, mas tudo é possível no futebol. Temos que entrar em campo com o pensamento de ganhar e honrar a camisa que vestimos".

Depois do vexame no jogo de ida da decisão, o Atlético conseguiu bater o Náutico por 1 a 0 em jogo dramático, na última quarta-feira, e se classificou às quartas-de-final da Copa do Brasil, resultado que serviu de motivação para o grupo. "Maravilhoso não foi só a classificação, maravilhoso foi a massa comparecendo. Não conseguimos dar esse resultado no domingo, ficamos com medo de eles não comparecerem, mas isto não aconteceu. Temos que dar sempre presentes para a torcida", afirmou o goleiro Juninho.

Para buscar o resultado na partida de volta da decisão, o Atlético-MG deverá contar novamente com o lateral-direito Coelho, afastado dos gramados há quase um mês e meio por causa de uma lesão muscular na coxa direita. O jogador, que ficará com a vaga de Gerson, está confiante e se diz pronto para retornar. "Toda vez que entro em campo, entro para vencer. Não será diferente no domingo. Vou procurar reverter a situação. É difícil, mas vamos lutar", garantiu.

Se os atleticanos asseguram que o título do Mineiro ainda está em aberto, os cruzeirenses não pensam diferente. "Nós jogadores não podemos nos contagiar, sabemos que tem outra partida e sabemos que o Atlético vai querer reverter. Temos consciência que não acabou ainda, falta mais uma. Quando acabar domingo, nós podemos comemorar", ressaltou o polivalente Marquinhos Paraná.

Enquanto o time de Geninho comemorou a classificação na Copa do Brasil, o clube celeste também obteve um bom resultado no meio de semana. Jogando na temida La Bombonera, a equipe de Adílson Batista perdia do Boca Juniors por 2 a 0 até os 31min do segundo tempo, quando Fabrício acertou chute de fora da área e diminuiu a desvantagem. Assim, o time precisa apenas de uma vitória simples sobre os argentinos na próxima quarta-feira, no Mineirão, para avançar às quartas-de-final da Copa Libertadores.

Herói na Argentina, o volante Fabrício deve ser justamente a novidade do Cruzeiro para a decisão. Ele fica com a vaga de Ramires, suspenso pelo terceiro amarelo. Adílson, porém, não confirmou a equipe e pode até poupar alguns titulares visando o jogo de volta da Libertadores. "Sabemos que temos uma vantagem, mas nem por isso vamos nos acomodar. Vamos jogar com seriedade e disciplina", garantiu o treinador, lembrando da goleada da partida de ida.

Apesar do discurso de respeito dos dois lados, o Atlético só conseguiu vencer o Cruzeiro por seis gols ou mais de diferença em um dos 454 clássicos disputados até hoje. Em 27 de novembro de 1927, quando o arqui-rival ainda se chamava Palestra Itália, o clube, liderado pelo trio Said, Jairo e Mário de Castro, superou o time celeste por 9 a 2.

Gazeta Press

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