
Atualizada às 21h05 O título da Eurocopa, conquistado neste domingo diante da Alemanha, não dá fim apenas a um jejum de mais de 40 anos sem um título importante. Interrompe também uma seqüência de insucessos em competições de grande porte, como a própria Euro e a Copa do Mundo.
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Vencedora do torneio europeu em 1964, a Espanha colecionou também um vice continental 20 aos depois, ao perder a decisão para a França. Nas últimas competições, porém, mesmo sempre sendo apontada como uma força, a equipe espanhola acumulou fracasso atrás de fracasso.
Em Copas do Mundo, mesmo sendo cabeça-de-chave nas últimas três edições, o melhor resultado espanhol foi as quartas-de-final em 2002. Na ocasião, a equipe acabou perdendo nos pênaltis para a anfitriã Coréia do Sul, em um confronto marcado por uma polêmica arbitragem do egípcio Gamal Gandhour. Em 2006, a Espanha caiu nas oitavas, ao perder para a França, e oito anos antes sequer passou da primeira fase.
Em Eurocopas, depois do vice em 1984, a Espanha ficou longe de mostrar a força esperada na competição continental, mesmo tendo um dos mais fortes campeonatos nacionais do mundo. Em 1992, por exemplo, sequer chegou à fase final do torneio, disputado na Suécia. Nos dois torneios seguintes, caiu nas quartas-de-final em ambos, e em 2004, em Portugal, nem passou da primeira fase.
Em 2008 e, ironicamente, usando um uniforme reserva em um tom mostarda, a Espanha deu fim ao estigma de "amarelar" em competições importantes. Mais do que isso, os espanhóis deram fim ao jejum em uma competição na qual um dos principais símbolos do futebol local ficou de fora da seleção: o atacante Raúl, do Real Madrid.
Apesar das fortes críticas pela ausência do jogador - e, em alguns momentos, pela ausência do jovem Fabregas entre os titulares -, o técnico Luis Aragonés conseguiu levar a Espanha ao título apostando em um grupo que contava, entre outros destaques, com o brasileiro naturalizado Marcos Senna, primeiro atleta nascido no País a levantar o mais importante troféu de seleções da Europa.
Redação Terra
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Reuters
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