
Atualizada às 12h29 O diretor da Agência Mundial Antidoping (AMA) na cidade austríaca de Seibersdorf, Günther Gmeiner, anunciou hoje que não houve nenhum caso de doping na última Eurocopa, encerrada domingo na Áustria e na Suíça e que teve a Espanha como campeã.
No total, foram coletadas amostras de urina e sangue de 284 dos 368 jogadores do torneio. Dez jogadores por equipe tiveram suas amostras recolhidas durante a fase de preparação, enquanto outros 124, dois por partida e seleção, fizeram testes durante o torneio.
"Ainda esperamos os resultados da final de passado, mas todos os resultados até agora foram negativos", explicou o especialista, em referência à decisão entre Alemanha e Espanha.
Segundo Gmeiner, esta Eurocopa foi caracterizada pela "grande profusão" de exames antidoping, que foram analisados no laboratório de Seibersdorf e no de Lausanne, na Suíça. Ambos são subordinados à AMA.
"Com esta grande quantidade de exames na Eurocopa, a Uefa se transformou numa pioneira na luta contra o doping", comentou Andreas Schwab, diretor da agência antidoping austríaca.
Foi a primeira vez que a Uefa adotou exames de sangue e urina a serem feitos simultaneamente na competição, além de seguir os padrões da AMA.
"No sangue controlamos substâncias e métodos que não podem ser identificados na urina, como doping sanguíneo, hormônios de crescimento e dados para o passaporte biológico", explicou Gmeiner.
O passaporte biológico registra os níveis sanguíneos e urinários, o que permitirá detectar mudanças anormais nos mesmos e facilitar a identificação de práticas de doping.
EFE
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