
Atualizada às 16h12 O presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter, afirmou nesta segunda-feira que a sua entidade "não pretende entrar em conflito com a legislação européia" para aplicar a regra 6+5, mas expressou sua "esperança" de que a norma da UE possa ser "reinterpretada ou modificada" para se adaptar a esta proposta.
Após se reunir com o presidente do Parlamento Europeu, Hans-Gert Pottering, e com a Comissão de Esportes da Eurocâmara, Blatter disse que a Fifa e a UE "compartilham princípios sobre o esporte" e se declarou "otimista" sobre a possibilidade de que sua proposta siga em frente.
Em virtude da norma conhecida como 6+5, a Fifa estabeleceria que as equipes devem escalar pelo menos seis jogadores do país de origem do clube, medida à qual se opõem tanto a Uefa como a Comissão Européia.
O Governo comunitário afirma que esta regra entraria em confronto com a livre circulação de trabalhadores e apóia, por outro lado, um sistema por meio do qual seria avaliados o número de anos que um jogador atuou em um país ao invés de sua nacionalidade.
Blatter disse que este sistema alternativo, chamado de "home-grown", não ajudaria a solucionar os "males que atingem o futebol atual", entre os quais citou o tráfico de jogadores menores de idade, a falta de identificação dos torcedores com suas equipes e a compra de clubes por magnatas "que se preocupam apenas com o dinheiro".
O dirigente da Fifa pediu a ajuda da CE "para proteger os jovens" e para promover o papel dos clubes de futebol "como referências sociais", ao invés de meros atores econômicos.
Para Blatter, a regra 6+5 é uma "filosofia esportiva" mais que uma norma, que ajudaria a "devolver o equilíbrio no futebol" evitando que os melhores jogadores se concentrem nas equipes mais ricas das ligas européias.
EFE
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AP
Presidente da Fifa, Joseph Blatter comenta sobre regra 6 5
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