
Atualizada às 08h53 O presidente da Federação Inglesa, Lord Triesman, descobriu na última quarta-feira que os clubes britânicos devem aproximadamente 4,384 bilhões de euros. Mais de um terço do montante corresponde a débitos dos quatro maiores clubes do país.
O Manchester United deve 772 milhões. O Chelsea, do milionário russo Roman Abramovich, deve 792 milhões neste momento e promete zerar seus débitos em menos de quatro anos. A situação financeira leva os clubes a mudar de planos.
No último domingo, o Liverpool anunciou que será obrigado a adiar a construção do Stanley Park, seu novo estádio, em função de uma dívida de 442 milhões. Já o Arsenal não consegue contratar, pois tem um débito de 343 milhões e ainda precisa administrar a construção de seu novo estádio.
O diretor executivo da Premier League, Richard Scudamore, disse que não se preocupa com a situação, desde que as dívidas sejam administráveis. Porém a Uefa anunciou na última quarta-feira que os clubes excessivamente endividados podem ser expulsos dos campeonatos europeus.
Triesman admitiu que a crise econômica mundial é perigosa para os clubes. "Estamos em uma posição muito mais vulnerável, porque o problema não é apenas o volume da dívida, mas também o fato de que os credores estão em graves dificuldades. Nosso destino não está em nossas mãos".
Por outro lado, Scudamore desenhou um cenário mais tranqüilo. "A dívida é proporcional aos ingressos que possuímos", afirmou, antes de atacar a federação. "Eles entendem muito de dívidas porque têm uma das maiores do mundo em função da construção do novo Wembley".
Redação Terra
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