
Atualizada às 11h15 O árbitro sueco Martin Hansson, que apitou há 15 dias a polêmica partida entre Liverpool e Atlético de Madrid, pela Copa dos Campeões da Europa, disse ao jornal Expressen que recebeu ameaças de morte e precisou trocar seu número de telefone diante das ligações e mensagens de torcedores furiosos.
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"Telefonavam o tempo todo e me enviavam muitas mensagens de celular. Estou acostumado, mas desta vez foi demais, com um tom ameaçador e muito desagradável. Estou farto, só isso", disse Hansson ao jornal sueco.
O árbitro marcou um pênalti considerado duvidoso no meia Steven Gerrard, do Liverpool, nos acréscimos do segundo tempo de jogo, o que permitiu à equipe inglesa empatar a partida por 1 a 1.
Hansson afirmou que o tom das ameaças tinha sido muito variado, mas que algumas eram diretamente à sua vida, e que tinha denunciado estas pessoas à polícia, embora reconheça que seria muito difícil provar alguma coisa.
O sueco também cancelou sua linha de telefone celular, que até há pouco tempo constava em lista telefônica na Internet, e escolheu uma nova, com número restrito.
"Não vale a pena se deixar influenciar por tudo isto, sou árbitro porque gosto. E continuarei achando que o futebol pode fazer muito bem, seria triste que estas forças obscuras mandassem", afirmou.
Embora admita que pensou em abandonar a arbitragem, apesar de ter apenas 37 anos, Hansson garante que continuará apitando e que o apoio de seus colegas foi fundamental.
O juiz ainda criticou o papel da imprensa, principalmente na Suécia, onde foram registrados vários casos de ameaças a árbitros nos últimos tempos.
"Parece-me estranho que raramente ou nunca se escreva sobre os acertos dos árbitros, só quando há algo duvidoso, então todos o criticam. É normal destacar um grande erro, mas falar disso durante semanas é demais", encerrou Hansson.
EFE
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