
Atualizada às 09h25 Rafael Gomes
Direto de Carapicuíba
Os primeiros passos de Amauri no futebol foram em Carapicuíba, na Grande São Paulo, que tem cerca de 550 mil habitantes. Lá, o atual camisa 8 da Juventus de Turim, da Itália, despontou para o futebol quando era criança e ganhou a chance de ir a Santa Catarina, de onde seguiu para a Europa. Oriundo de uma família humilde, assim como sua cidade-natal, o atacante, que quando entra de férias sempre retorna ao município paulista, disputou com outras tantas crianças o direito de viver do esporte e conseguiu o feito por ter "levado a coisa a sério", segundo José Miguel da Silva, o Dão, seu primeiro técnico.
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Até hoje, Dão comanda crianças e adolescentes em uma escolinha de futebol de Carapicuíba, do time do Planalto, localizado na cidade da Grande São Paulo. Em um campo que antes era de terra, mas que hoje possui um gramado, o técnico lembra, em entrevista ao Terra, do período em que Amauri defendia as cores da equipe amadora.
"O Amauri sempre foi dentro de campo um jogador dedicado, um garoto sério. Não era muito brincalhão não. Até nos treinamentos, ele levava muito a sério a função de marcar gols e vibrava como se estivesse na Seleção Brasileira", lembra Dão, que reside em Carapicuíba, assim como a família do atacante da Juventus.
Cercada de comércios e casas populares, Carapicuíba é um "celeiro de craques" na visão de Dão. Pelo fato de ter várias crianças carentes na região, a prática do futebol ensina os jovens da escolinha do Planalto a terem responsabilidade e, quem sabe, lutarem por uma vaga futura como profissional, como aconteceu com Amauri.
"Desde criança, o Amauri já gostava de jogar bola. Na escolinha aqui do Planalto, nós tínhamos vários garotos bons e vimos que ele tinha qualidade. Muitos tinham técnica, mas ele levou a sério, se dedicou e está aí onde está", declarou o técnico, acompanhado de Manuel Oliveira, administrador do time de Amauri em sua infância.
"O Amauri começou bem jovem com a gente, era um menino muito bom, que sempre obedecia às ordens técnicas e procurou sempre jogar futebol, sem cair em outras coisas", declarou Manuel Oliveira, confirmando que outros jovens com potencial não avançaram na carreira futebolística por conta da criminalidade e das drogas.
Redação Terra
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