
Atualizada às 09h23 Mesmo pressionado em razão dos últimos resultados - o Chelsea só venceu dois de seus últimos oito jogos pelo Campeonato Inglês -, Luiz Felipe Scolari disse não ter medo de demissão. "Se perder meu emprego, terei algum outro", afirmou ao jornal inglês Guardian. Nesta terça-feira, a equipe de Felipão enfrenta o Southend United, em jogo de volta pelo mata-mata da Copa da Inglaterra.
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O treinador brasileiro ainda disse não saber se manterá o emprego no Chelsea caso termine a temporada sem títulos. "Não é meu trabalho dizer isso ou aquilo. As pessoas, a direção, o clube: eles devem analisar isso e olhar o quanto nós trabalhamos todos os dias", ressaltou. Questionado se haveria alguma decepção em deixaar o clube londrino, Felipão foi enfático.
"Esse é um trabalho como outro qualquer. Eu gosto do Chelsea, gosto das pessoas, até da imprensa e da escola onde meu filho estuda. Mas se tiver que voltar ao Brasil, vou gostar de lá da mesma maneira. Quando estive no Kuwait e na Arábia Saudita, foi a mesma coisa. Se eu perder o emprego, seria a mesma pessoa", garantiu.
Questionado pela pouca disposição da equipe nos últimos jogos e na forma relaxada nos regimes de treinamentos, Felipão admitiu que todos estão abaixo das condições ideais. "Nos últimos cinco jogos, atuamos em 50% do nosso potencial. Alguns jogadores com 80%, outros com 35%. Mas o equilíbrio da nossa equipe foi de 50%", avaliou, indicando a necessidade de melhorias. "Se me perguntarem se essa equipe está pronta para vencer títulos, direi que não. E eles sabem disso", avaliou, se referindo aos jogadores.
Felipão disse não acreditar na idéia de que alguns jogadores estariam realizando um boicote a seu trabalho e ainda rejeitou as informações que davam conta de um desentendimento entre ele e o francês Nicolas Anelka. "Você precisa escolher entre esse ou aquele jogador e tenho 24 grandes jogadores, mas só dois atacantes de área. Um está jogando e não o outro", finalizou.
Redação Terra
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