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 Liga espanhola descarta greve por aumento de impostos
06 de novembro de 2009 12h26 atualizado às 12h37

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A Liga de Futebol Profissional (LFP), entidade responsável pela organização da 1ª divisão do Campeonato Espanhol, descartou nesta sexta-feira entrar em greve em protesto contra uma proposta de aumento da alíquota de impostos sobre a renda dos jogadores estrangeiros, o que daria fim à chamada "Lei Beckham".

A opção adotada pelos dirigentes da LFP foi criar uma comissão, formada por representantes de Real Madrid, Sevilla, Numancia e Gimnàstic Tarragona, além do próprio presidente da entidade, José Luís Astiazarán, para negociar com o governo espanhol.

"O futebol é uma indústria que movimenta muita gente, com capacidade de retorno importante para o Estado. Influímos no Produto Interno Bruto (PIB), geramos trabalho e receita. Como setor e indústria, não estamos de acordo com essa ideia", disse Astiazarán.

O aumento no imposto atingirá os jogadores que recebem 600 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão) ou mais por ano. Atualmente eles são taxados em 24%, aproveitando uma medida criada para favorecer a vinda de investidores estrangeiros para a Espanha, mas que acabou tornando o país um "paraíso fiscal" para os atletas.

A lei recebeu informalmente o nome do meia inglês David Beckham porque ele foi um dos primeiros a serem beneficiados, quando se transferiu do Manchester United para o Real Madrid.

Agora, uma aliança entre vários partidos políticos de apoio ao presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, pede para que a cobrança suba para 43% a partir do dia 1º de janeiro do ano que vem, sem efeito retroativo para contratos já assinados.

Caso a mudança seja aprovada, a nova alíquota será a mesma da que é cobrada de jogadores nascidos no país. A taxa também será parecida com as de países como Inglaterra, Itália e Alemanha.

EFE
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