Presidente da Uefa, Michel Platini, apoia investigação do escândalo
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O escândalo de manipulação de partidos que atingiu o futebol europeu se estendeu para 17 países e afeta também algumas partidas de basquete e de tênis, antecipou neste sábado a revista Der Spiegel.
A publicação, que sai à venda na segunda-feira, não especifica quais são os novos países envolvidos na trama. Por enquanto, a Procuradoria de Bochum, que investiga o caso, só fez referência à Alemanha - de onde teria operado a máfia de manipuladores -, Bélgica, Suíça, Croácia, Eslováquia, Turquia, Bósnia e Áustria.
A investigação indica também que a manipulação dos resultados afetou também uma partida do torneio alemão de basquete, disputado em junho, e um jogo de duplas feminino de tênis, disputado em abril em Fez (Marrocos), explica a Der Spiegel.
O escândalo, revelado pela Procuradoria de Bochum, foi qualificado pela Uefa como o maior do futebol europeu. Cerca de 200 jogos, entre eles quatro da Liga Europa e três da Liga dos Campeões, estão envolvidos no escândalo organizado pela máfia das apostas.
A Procuradoria não quis indicar concretamente que partidas estão sob suspeita de manipulação nem dar informações sobre a identidade dos suspeitos e os detidos, para não prejudicar as investigações em andamento.
Segundo a Der Spiegel, há vários jogadores dispostos a confessar diante da Procuradoria. Todos os jogos envolvidos na investigação foram disputados em 2009.
A Procuradoria acredita que os apostadores buscaram manipular o resultado de jogos através de subornos a jogadores, treinadores, árbitros e funcionários, e depois apostaram grandes somas de dinheiro na Europa e na Ásia em um determinado resultado.

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