Valencia, de Diego Alves, enfrenta o Trabzonspor; Benfica de Artur pega o Zenit
Foto: Getty Images
- Dassler Marques
O olhar fixo de Diego Alves encontrou Lionel Messi, do Barcelona, no último dia 1º de fevereiro. Na marca fatal, o argentino deu três passos e chutou de pé esquerdo diante do goleiro do Valencia, que espalmou com segurança e venceu a "guerra psicológica", como ele mesmo definiu. Parar o melhor do mundo foi o atestado que faltava para comprovar o salto de patamar do goleiro brasileiro, titular da Seleção nos últimos dois jogos de 2011.
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Diego Alves e Artur, camisa 1 do Benfica que recebeu elogios de Mano Menezes, acompanham Júlio César entre os goleiros brasileiros titulares nos mata-matas da Liga Europa e da Liga dos Campeões que retornam nesta semana. Júlio, que já foi considerado o melhor do mundo há dois anos, pode ver a dupla como protagonista de uma terceira geração da posição que tenta se afirmar entre as melhores da Europa.
Nos anos 90, Taffarel abriu o caminho no Parma e foi seguido por Dida, protagonista na primeira grande geração de goleiros brasileiros na Europa. Reservas na última Copa do Mundo, Doni e Gomes são reservas, respectivamente, de Liverpool e Tottenham. Júlio Sérgio e Rubinho, que tinham grande prestígio no futebol italiano, também já não atuam nas grandes partidas do futebol europeu.
Rei Artur e o pegador de pênaltis
"Futebol é assim. O tempo vai passando e vêm outras gerações", conta Diego Alves, que deixou o Atlético-MG em 2007, fez quatro temporadas pelo modesto Almería e chegou ao Valencia no último ano. Em entrevista exclusiva ao Terra, Diego evita falar dos companheiros experientes. "Não vou criticar, mas eles não têm jogado e outros vão se atualizando, é um novo ciclo e faz parte do futebol".
Vice-campeão da Liga Europa com o Braga no último ano, Artur também deu um salto para a equipe mais popular do futebol português. No Benfica, foi batizado de Rei Artur e supriu uma lacuna de muitos anos no gol benfiquista. "Em Portugal, são oito milhões de pessoas e o Benfica tem seis milhões de torcedores. Ter esse reconhecimento em um clube com essa grandeza me faz viver um dos melhores momentos", diz ele, ao Terra, aos 31 anos.
O sucesso de Artur em Portugal, segundo Mano Menezes, é visto de perto. "Respeito a produção dos jogadores e o que fazem em seus clubes é o que deve levá-los para a Seleção", afirmou o treinador. "A Seleção Brasileira é o sonho de qualquer um, mas jogar no Benfica, na Liga dos Campeões, já representa muito", conta o benfiquista que, no Brasil, teve passagens discretas por Cruzeiro e Coritiba. "Minha maturidade de hoje me orgulha".
Diego Alves, 26 anos, tem convocações para a Seleção desde Dunga, foi reserva nos Jogos de Pequim, mas só teve as reais oportunidades na Seleção em partidas contra Egito e Gabão. "Esperava essa oportunidade há muito tempo. Foi espetacular poder atuar, era o que eu precisava", explica. As competições europeias serão o termômetro para a ascendente dupla brasileira.
Enquanto o promissor Neto não deixa a reserva da Fiorentina, Diego Alves desponta como a opção mais segura diante de Júlio César e Jefferson para o próximo Mundial. Seu cartel de pegador de pênaltis é o maior trunfo: em 19 penalidades que teve contra si no futebol europeu, ele viu apenas seis terminarem em gol - duas foram para fora, 11 ficaram nas mãos que já seguraram Messi e Cristiano Ronaldo na linha fatal.
- Terra





