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O presidente da Líbia, o coronel Muamar al Gadafi, está interessado em comprar o clube londrino Crystal Palace, que acaba de entrar na primeira divisão inglesa, segundo publica hoje o jornal The Guardian. "Disseram-me que Gadafi e seu filho (Al Saadi) estão interessados em adquirir o Palace", confirmou o presidente da equipe, Simon Jordan, ao jornal.
Jordan disse que o líder líbio, que já possui 7,5% das ações da Juventus de Turim, não fez uma oferta formal, mas se a fizer e "for interessante para o clube, será considerada".
"Se o dinheiro de Gadafi servir para fazer com que o Palace progrida, possa competir e seja um time de futebol com êxito, então é preciso levá-lo em consideração", insistiu o responsável pelo conjunto londrino. Jordan admitiu que os fãs do clube poderiam rejeitar o apoio de uma figura tão polêmica como a do chefe do governo líbio, considerado até pouco tempo atrás como um dos grandes inimigos do Ocidente.
No entanto, o presidente do Crystal Palace lembrou o exemplo do dono do Chelsea, o magnata russo Roman Abramovich, cuja presença na equipe londrina pode ser "não muito agradável, apesar de estar fazendo o clube progredir".
Depois de assumir o Palace há quatro anos e ter conseguido a inesperada ascensão à primeira divisão, Jordan expressou seu desejo de abandonar a entidade assim que encontrar um comprador adequado. "Consegui aquilo ao que tinha me proposto. Já não desfruto do futebol."
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