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 Figo diz querer ganhar tudo na Inter |
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O português Luis Figo foi oficialmente apresentado como novo reforço da Internazionale de Milão, neste sábado. O craque fez questão de mencionar que o brasileiro Vanderlei Luxemburgo, técnico do seu ex-clube, o Real Madrid, não tinha confiança em seu futebol. Por outro lado, outro técnico brasileiro, Luiz Felipe Scolari, da seleção de Portugal, ajudou Figo a decidir pela troca de clubes.
Figo afirmou que escolheu o clube italiano porque nele se sentiu "querido" e reconheceu que teria gostado de sair do Real Madrid "de outra maneira", acrescentando que o treinador "não tinha confiança" nele.
"Saio de certo modo decepcionado e desiludido com a pessoa que manda na equipe, mas, ao longo da vida esportiva, isso acontece muitas vezes", disse, em referência ao treinador Vanderlei Luxemburgo.
Já o jornal esportivo português Recorde assegurou que Figo duvidou entre assinar com a Inter ou aceitar a oferta de outro clube espanhol, o Valencia, até o último momento. Mas, a decisão foi tomada na quarta-feira passada, após consultar o brasileiro Scolari e tomar conhecimento da opinião do técnico da seleção de Portugal.
O jogador da seleção portuguesa destacou que teria gostado de se despedir da torcida do Real Madrid de outra maneira e insistiu em dizer que, durante seus cinco anos no clube, foi tratado "da melhor maneira" possível. "(Os torcedores) me mostraram sempre muito respeito e carinho e, logicamente, preferia ter saído de outra forma", disse.
Sobre sua relação com Luxemburgo, Figo disse que não tem "nada contra ninguém", mas que teve "a má sorte de encontrar uma pessoa que não tinha confiança" nele. "Continuo desejando o melhor para o Real Madrid porque o clube me deu muito, sou consciente disso", insistiu o português.
Aquele que foi o primeiro "galático" da era de Florentino Pérez disse que o presidente do Real Madrid "vai se lembrar dele a vida toda Entramos juntos no clube, foi um momento importantíssimo para ele", lembrou.
Ante a pergunta de quando soube que queria deixar a equipe, respondeu que não era "preciso ser muito esperto para perceber quando as coisas começam a andar mal", mas disse ter "a consciência muito tranqüila" em relação a este assunto. "Desde o primeiro dia fui o mais profissional possível e fiz tudo pelo clube", assegurou.
Após destacar "a grandeza e o prestígio" do clube italiano, lembrou que, quando chegou ao Real Madrid, Florentino Pérez lhe disse que tinha nascido para jogar no time.
"Eu, por outro lado, penso que talvez tenha nascido para jogar na Itália e acabar aqui. Não fiz planos a longo prazo e, no futebol, se você pensa em uma coisa e acontece outra. Mas estou feliz aqui, e não sei o que vai acontecer após dois anos".
Ele também se mostrou contente por encontrar vários de seus companheiros do Real Madrid na Inter (os argentinos Walter Samuel e Santiago Hernán Solari), aos quais definiu como "boa gente".
Na apresentação em Milão, o meia foi recebido como uma grande estrela: rodeado de câmaras e jornalistas. Ele expressou sua vontade de "ganhar tudo" para o time.
A sala de imprensa do centro esportivo Angelo Moratti em Appiano Gentile estava transbordando de jornalistas na apresentação de um dos maiores jogadores europeus dos últimos anos.
Figo, acompanhado pelo presidente de seu novo clube, Giacinto Facchetti, posou com a camiseta número 7 e recebeu as boas-vindas do clube. Ele agradeceu a oportunidade de estar na Inter e desejou o melhor para sua nova equipe.
"Quero agradecer o presidente Facchetti pelas palavras de carinho que disse em minha apresentação e mostrar meu agradecimento à Inter por ter me dado a chance de chegar ao futebol italiano", ressaltou.
O português destacou, desde o primeiro momento, seu desejo de manter o nível mais alto de jogo. "Vim à Inter com o objetivo de ganhar tudo. Para isso, trabalharei duro e tentarei me adaptar o mais rápido possível ao grupo e ao futebol italiano", ressaltou.
Figo se incorporará imediatamente aos treinos da equipe e poderá estrear no dia 20 contra a Juventus. Quanto a sua posição na equipe milanesa, Figo ressaltou que seu objetivo "não era ser um líder".
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