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O Chelsea foi bem na temporada passada do Campeonato Inglês, e nada indica que o milionário time londrino vá abandonar o comando do torneio nos próximos nove meses, na nova edição do campeonato.
O Chelsea esperou 50 anos para conquistar o segundo título inglês de sua história. Turbinado pelo dinheiro do magnata russo Roman Abramovich e dirigido de forma inteligente pelo técnico português José Mourinho, a conquista foi até fácil.
A campanha da equipe foi de 95 pontos em 38 partidas, com apenas uma derrota e 15 gols tomados. O Arsenal e o Manchester United, que haviam ganho 11 dos 12 campeonatos anteriores, terminaram 12 e 18 pontos atrás, respectivamente.
Mourinho, chamado de arrogante por ter se atrevido a prever o sucesso do time, disse que defender o título será mais difícil, que as outras equipes vão se reforçar e que o Chelsea vai ter de aguçar sua tática.
Mas o português reconhece que seu maior problema pode ser quem escalar entre os craques da equipe. Já o executivo-chefe do clube, Peter Kenyon, não tem dúvida sobre como vai ser a nova temporada, que começa no sábado.
"O vencedor do Campeonato Inglês vai sair de um pequeno grupo de um", disse ele na semana passada.
Os apostadores concordam, e o Chelsea liderava as apostas para conquistar o título em maio do ano que vem.
É difícil imaginar como o Chelsea pode ficar pior que o ano passado, levando-se em conta as mais recentes aquisições da equipe.
O argentino Hernan Crespo, revitalizado depois da boa temporada emprestado ao Milan, e o jovem Carlton Cole, também de volta depois de vários empréstimos, competirão com Didier Drogba e Eidur Gudjohnsen por uma vaga no ataque.
As chegadas do ala Shaun Wright-Phillips, a maior negociação do fim da temporada inglesa (37,4 milhões de dólares), que contribuirá tanto com assistências como com finalizações, e do zagueiro espanhol Asier Del Horno, vindo do Atlético de Bilbao, levaram Mourinho a declarar que tem todas as posições cobertas.
O técnico, que ganhou a Copa dos Campeões com o Porto em 2004, não estará plenamente satisfeito enquanto não conquistar de novo a principal competição de clubes da Europa.
O Arsenal parece mais fraco este ano, com a saída do volante Patrick Vieira, que foi para a Juventus, e sua substituição pelo bielo-russo Alexander Hleb, a única grande contratação da equipe.
O Manchester United também não investiu muito, trazendo apenas o goleiro Edwin van der Sar e o meia sul-coreano Park Ji-sung.
Sobra então o Liverpool, campeão europeu e de longe o clube que mais contratou. Antonio Barragan, Peter Crouch, Mark Gonzalez, Jose Reina, Mohamed Sissoko e Boudewijn Zenden representam mais de 36 milhões de dólares em investimentos.
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