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Copa dos Campeões
Quarta, 17 de maio de 2006, 19h41 
Título europeu acaba com traumas do Barcelona
 
EFE
Atletas do Barcelona levantam a taça da Copa dos Campeões
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O Barcelona finalmente deixou para trás os fantasmas que lhe assombravam na disputa do principal torneio europeu de clubes ao derrotar o Arsenal por 2 a 1 na quarta-feira em uma final de Copa dos Campeões encharcada pela chuva que caiu sobre Paris.

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Embora os catalães tivessem chegado à decisão do torneio em quatro vezes, o primeiro sucesso veio em 1992, quando um forte chute de Ronald Koeman deu à equipe o título na prorrogação da final contra a Sampdoria.

Esse título foi a maior conquista do "time dos sonhos" comandado por Johan Cruyff, uma equipe que dominou o futebol espanhol no início da década de 1990, com quatro títulos nacionais em sequência.

Dois anos mais tarde, quando essa equipe voltou a disputar a final reforçada pelo artilheiro Romário, ela foi humilhada por 4 a 0 diante do Milan, na época comandado por Fabio Capello.

Além da demolição imposta ao Barcelona naquela final de Atenas, o time catalão teve mais dois insucessos em finais do torneio europeu.

Em 1961, a equipe tinha o vencedor da Bola de Ouro Luis Suarez e o grande Ladislao Kubala, mas caiu em um 2 a 1 diante do Benfica. Vinte e cinco anos depois a equipe dirigida por Terry Venables foi derrotada nos pênaltis diante do Steaua Bucareste.

Com os arqui-rivais do Real Madrid aproveitando todas as oportunidades de contar vantagem sobre os nove troféus europeus que estão na vitrine do Bernabeu, fica fácil entender por que a conquista do segundo título continental se tornou uma obsessão para o Barcelona.

O técnico Frank Rijkaard e o presidente do clube, Joan Laporta, vinham demonstrando cautela, argumentando que o recém-conquistado segundo título espanhol seguido era tão importante quanto a supremacia européia pois era uma medida de consistência ao longo de uma temporada.

Mas para os torcedores do clube, a mídia catalã e a maioria dos jogadores, a Copa dos Campeões continuava sendo o Santo Gral.

Medida de força

Por razões políticas, sociais e institucionais, Barcelona e Real Madrid sempre serão os maiores clubes da Espanha, por isso o número de troféus europeus se tornou uma media de força entre os clubes.

Ainda abalado pela desclassificação nas oitavas-de-final diante do Chelsea na Copa dos Campeões da temporada passada, o Barcelona estava determinado a não cometer o mesmo erro quando as duas equipes se enfrentaram na mesma fase do torneio deste ano.

Rijkaard adotou um plano de jogo mais prático e paciente contra o time de José Mourinho e mostrou uma inesperada solidez na defesa que deu pouca chance para o Chelsea no duelo.

O Barcelona venceu por 2 a 1 em Stamford Bridge graças a um gol de cabeça de Samuel Eto'o nos minutos finais. Ronaldinho acabou com a esperança dos londrinos ao driblar o zagueiro John Terry e marcar o gol do Barça no empate em 1 a 1 no Camp Nou.

Um outro desempenho eficiente na vitória por 2 a 0, na soma dos dois jogos, diante do Benfica comandado por Koeman, nas quartas-de-final.

Nas semifinais, apenas um gol ¿um belo chute de Giuly depois de um belo passe de Ronaldinho¿ deu a vantagem para os catalães diante do Milan.

Rijkaard, que como jogador conquistou três títulos europeus com o Milan e o Ajax, deu nesta temporada uma forma mais agressiva ao Barcelona, mas a equipe não perdeu seu comprometimento com o futebol bem jogado.

Uma linha de três jogadores de frente composto pelo rápido Eto'o, pelo habilidoso Ronaldinho e pelo sueco Henrik Larsson, ou pelo jovem argentino Lionel Messi, faz do Barcelona uma equipe montada para entreter.

Apoiado por um meio-campo criativo e uma defesa determinada, os catalães finalmente cumpriram sua missão dupla: trazer para casa o troféu perdido e divertir seus torcedores.


 

Redação Terra