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Com ou sem Thierry Henry, o Arsenal enfrenta novos desafios após a dolorosa derrota por 2 x 1 contra o Barcelona, na final da Copa dos Campeões. O clube estava perto de conquistar o primeiro título europeu após segurar corajosamente o resultado contra o Barcelona mesmo estando com 10 jogadores em campo. Mas a equipe tomou dois gols nos últimos 14 minutos de jogo. Nesta quinta-feira, o futuro de Henry era preocupação mais imediata do que a derrota sofrida em Paris no dia anterior. O técnico Arsene Wenger, como fez muitas vezes durante a década de ouro no comando da equipe, precisa convencer o francês a permanecer em Londres ou tentar achar um substituto à altura, o que é difícil de se conseguir. Ele precisa assegurar que sua jovem equipe irá se recuperar da derrota de quarta-feira e deverá lançar outro desafio pelo maior título europeu na próxima temporada, presumindo que o Arsenal irá se classificar com facilidade nas eliminatórias da competição, em agosto. Henry, que tem 28 anos e é o maior artilheiro da história do Arsenal, tem boas chances de ser negociado com o Barcelona e disse que vai anunciar sua decisão antes da Copa do Mundo, que começa no dia 9 de junho. Após a partida, o francês reclamou efusivamente da violência de seus possíveis futuros companheiros de time e afirmou que o árbitro norueguês Terje Hauge não agiu para protegê-lo de seus marcadores. Entretanto, ele sabe que falhou em duas claras chances de gol: uma com três minutos de jogo e outra aos 25 minutos do segundo tempo, que poderia ter assegurado o título ao clube. Antes da partida, Wenger falou em nova era para o Arsenal, imaginando a taça de campeão europeu na sala de troféus do clube. Uma nova era de fato já é vista no Arsenal, com o time deixando o estádio Highbury após 93 anos. A equipe irá iniciar sua caminhada no Emirates Stadium sem o atacante holandês Dennis Bergkamp e o meia francês Robert Pires, que contribuíram muito para o recente sucesso do clube. A imprensa também especula que o lateral-esquerdo Ashley Cole possa deixar o time. Bergkamp, que raramente joga as partidas internacionais do Arsenal devido ao seu medo de voar de avião, foi a Paris, mas ficou na reserva. Pires foi tirado do gramado por Wenger após a expulsão do goleiro Jens Lehmann.
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