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Quinta, 27 de julho de 2006, 11h37  Atualizada às 12h15
Presidente diz que Juventus não tem que pedir desculpas
 
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O homem que está no centro do escândalo de manipulação de resultados no futebol da Itália, o ex-diretor da Juventus Luciano Moggi, atacou a decisão de um tribunal de recursos nesta semana de confirmar o rebaixamento do clube para a segunda divisão e disse que o clube não tem de se desculpar de nada.

Apelidado de Luciano ¿¿Sortudo pelos negócios que fazia no mercado de transferência de jogadores, Moggi disse estar decepcionado por a Juventus ter sido considerada culpada de conspirar com árbitros e bandeirinhas para fraudar resultados de jogos na temporada 2004-2005.

O clube vai começar o próximo campeonato na Série B e com 17 pontos negativos.

"O clube não tem que se desculpar de nada. Seus funcionários sempre agiram corretamente", disse ele ao diário Corriere dello Sport.

O escândalo começou no começo de maio, quando os jornais publicaram a transcrição de conversas telefônicas interceptadas entre Moggi e autoridades da Federação Italiana de Futebol (FIGC), discutindo a escala de árbitros para as partidas.

Moggi se demitiu do cargo no último dia da temporada e depois se negou a depor na investigação da FIGC e do tribunal desportivo.

A Juventus disse que vai recorrer na Justiça comum para tentar limpar seu nome e voltar à primeira divisão.

Dois outros clubes condenados, Fiorentina e Lazio, também prometem continuar a brigar na Justiça após terem perdido suas vagas nas competições européias da próxima temporada.

Moggi atacou a decisão do tribunal de recursos de considerar os grampos telefônicos como provas e disse que haverá uma longa batalha judicial, que poderia terminar com a reversão do veredicto.

"Ainda não acabou. Na verdade, está apenas começando e espero que tenha um final muito diferente. Vocês verão que estou certo", disse o ex-dirigente.

"Enquanto isso, está certo que (o presidente da Juventus, Giovanni) Cobolli Gigli continue a lutar nos tribunais apropriados. Isso é o que farei também. Ainda veremos se eles conseguirão me jogar para fora do mundo do futebol."
 

Reuters

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