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Foram quatro anos e meio vestindo a camisa do Real Madrid. Desde a chegada ao clube, após a disputa da Copa do Mundo de 2002, até o anúncio da sua saída para o Milan, nesta segunda-feira, o atacante brasileiro Ronaldo viveu altos e baixos na capital espanhola.
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Pela Inter, Ronaldo viveu alegrias e dor
Antes, ele "comprou" uma briga com os diretores da Inter de Milão para deixar a equipe. O Real pagou cerca de 35 milhões de euros e cedeu os direitos federativos do meio-campista argentino Santiago Solari. A vontade do atleta estava feita.
Com as boas atuações na Copa de 2002, Ronaldo chegou ao Real como ídolo. Porém, saiu da Inter considerado um traidor por alguns torcedores.
O recomeço na Espanha (ele já havia defendido o Barcelona) foi promissor. Em 6 de outubro de 2002, Ronaldo estreou. Ele saiu do banco de reservas, no segundo tempo, e marcou dois gols na vitória sobre o Deportivo Alavés.
Quase dois meses depois, no dia 3 de dezembro, Ronaldo fez o primeiro gol na vitória por 2 a 0 sobre o Olímpia, do Paraguai. Com o resultado, o Real faturou o Mundial Interclubes, no Japão. Ronaldo foi eleito o melhor em campo.
Em 2003, ainda em "lua de mel" com a torcida, o atacante faturou o título do Campeonato Espanhol. A segunda conquista do craque brasileiro com a camisa do clube, contudo, também seria a última.
O time milionário do Real Madrid entrava em crise constantemente. Ronaldo, assim como a equipe, não levantou mais troféus. Para completar, o brasileiro sofreu uma série de lesões musculares que prejudicaram sua carreira em Madri.
Nem a presença do técnico brasileiro Vanderlei Luxemburgo no comando do Real, de janeiro de 2004 até dezembro de 2005, "ajudou" Ronaldo. Em um jogo pelo Campeonato Espanhol, o atacante teria reclamado de ser substituído, o que causou irritação no hoje comandante do Santos.
A essa altura, a relação de Ronaldo com a torcida já não era mais a mesma. Os fãs mais exaltados, inclusive, chegaram a vaiá-lo em alguns jogos. Mas, definitivamente, a chegada do técnico Fabio Capello, no inicio desta temporada, foi o que começou a decretar o fim do ciclo de Ronaldo no Real.
Depois do fracasso na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, e de mais uma cirurgia no joelho (que o deixou cerca de três meses afastado das competições), Ronaldo demorou a entrar em forma, o que gerou críticas por parte de Capello.
Depois de muitos boatos sobre o peso do brasileiro e alegações de que o atacante não estava se dedicando o suficiente para estar 100%, Capello parou de relacioná-lo para as partidas. A diretoria do time apoiou a decisão. A partir daí, começou o namoro de Ronaldo com o Milan.
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