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O governo da Tailândia anunciou, neste domingo, que investigará a procedência do dinheiro utilizado pelo ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra para comprar o clube inglês Manchester City, na operação fechada esta semana por cerca de US$ 120 milhões (cerca de R$ 233 milhões).
O ministro das finanças tailandês, Chalongphob Sussangkarn, disse, em declarações citadas pela imprensa do país, que a Comissão Anticorrupção verificará a origem dos fundos e se eles foram obtidos ilegalmente.
O anúncio do ministro ocorre um dia depois de a Comissão Anticorrupção afirmar que aguardava uma denúncia contra Shinawatra para iniciar o processo de investigação dos fundos, pois o político reconheceu que o dinheiro estava depositado em bancos estrangeiros.
No entanto, esta semana, a Comissão Anticorrupção, que investiga supostas fraudes de Shinawatra, afirmou por meio do porta-voz Sak Korseangruang que não bloquearia a operação de compra do Manchester City.
O Comitê Auditor de Contas tem conhecimento, até o momento, de US$ 2,06 bilhões (cerca de R$ 3,99 bilhões) em 34 contas bancárias do ex-primeiro-ministro.
Na quinta-feira, a Promotoria do Estado acusou formalmente Shinawatra e a esposa, Pojaman, por crime de corrupção, dias depois de o casal ter que declarar, em 26 a 29 de junho, em Bangcoc, transações das bolsas de valores supostamente ilícitas.
O interesse do primeiro-ministro deposto na aquisição de um clube de futebol britânico começou em 2004, quando tentou obter 30% do Liverpool.
A operação foi cancelada pelo próprio Shinawatra, porque não chegou a um acordo com a direção do clube sobre o número de representantes que teria na nova executiva do Liverpool.
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