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O meia Kaká, do Milan, foi direto ao analisar a carreira do companheiro de clube Ronaldo: acima dele no Brasil, só Pelé. O melhor jogador do mundo em 2007 rasgou elogios ao atacante e disse que o convívio diário só aumentou sua admiração.
"Ronaldo é o número um. Na história do futebol brasileiro, ele está atrás apenas de Pelé", disse o meia, em entrevista ao site oficial da Fifa publicada nesta quinta-feira.
Apontado como um dos possíveis jogadores com mais de 23 anos que podem ir à Olimpíada de Pequim, Kaká quer participar dos Jogos. O jogador lembrou que sua geração não conseguiu se classificar para Atenas, em 2004, mas espera ter agora sua chance.
"Eu quero ir a Pequim porque o Brasil ganhou quase tudo, mas ainda não conseguiu a medalha de ouro olímpica no futebol. Nós não nos classificamos quando eu tinha idade e por isso espero ser um dos jogadores com mais de 23 anos em Pequim", repetiu.
Kaká não esconde a paixão por vestir a camisa da Seleção, mas reclama por jogar poucas vezes em solo brasileiro. A primeira vez que atuou com a camisa verde e amarela no Maracanã, por exemplo, foi apenas em outubro do ano passado, na goleada por 5 a 0 sobre o Equador, pelas Eliminatórias da Copa de 2010.
"Quanto mais eu puder jogar pela Seleção, melhor. A única coisa que seu e meus companheiros sentimos falta é de poder jogar mais vezes no Brasil. Mas a decisão da Fifa e da CBF é compreensível, porque evita viagens longas e caras", ponderou.
Questionado sobre o início polêmico do italiano Fabio Capello à frente da Inglaterra, marcado por exigências e regras rígidas com seus comandados, Kaká comparou dois técnicos com quem trabalhou na Seleção como exemplo. Sem entrar em polêmica, o meia comentou os métodos de Felipão e Parreira - mas lembrou que apenas um dos dois deu resultado.
"Na Copa de 2002 (quando Felipão era o técnico), depois de cada jogo tínhamos um dia de descanso e antes das partidas podíamos curtir um pouco de samba. Podíamos também usar telefones celulares e fomos bem sucedidos. Sempre fomos muito profissionais, claro. Em 2006, um regime diferente foi adotado e só podíamos sair em algumas ocasiões, com algumas restrições, e os resultados não foram positivos", comentou.
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