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Ex-presidente da FPF, Eduardo José Farah morre em São Paulo

17 mai 2014
09h54
atualizado às 10h52
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O ex-presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) Eduardo José Farah morreu na manhã deste sábado em São Paulo. Segundo o serviço de informações do HCor, ele sofreu falência múltipla dos órgãos em decorrência de problemas cardiológicos.

Eduardo José Farah ao lado de Ricardo Teixeira em 1998
Eduardo José Farah ao lado de Ricardo Teixeira em 1998
Foto: Gazeta Press

Segundo o hospital, o ex-dirigente morreu, aos 80 anos, por volta das 5h30. Farah era internado com frequência desde novembro do ano passado e estava hospitalizado desde o dia 19 de abril. O cartola será enterrado às 16h, no cemitério do Morumbi.

Farah foi presidente da Federação Paulista de Futebol entre 1988 e 2003. Durante esse período, muitas polêmicas surgiram no futebol paulista. Em sua gestão, ele adotou a disputa de pênaltis em jogos empatados no tempo normal durante a fase de pontos no Paulista, a criação do Rio-São Paulo e a utilização de dois árbitros por partida. Foi ele também o responsável por implantar o uso do spray para marcar a distância da barreira em cobranças de falta, que depois seria expandido para todo território nacional.

Farah foi duramente criticado pelos regulamentos de algumas competições realizadas durante sua gestão. No Rio-São Paulo de 2002, São Paulo e Palmeiras empataram os dois jogos da semifinal e tiveram que decidir de maneira inusitada. Apesar da equipe alviverde ter a melhor campanha na primeira fase, a vaga ficou com o clube tricolor, pois o critério de desempate foi o menor número de cartões amarelos e vermelhos recebidos na semifinal. Na época, Vanderlei Luxemburgo não perdoou o então presidente. "A culpa de tudo isso é do Farah e dos dirigentes que assinaram. É complicado você deixar um jogo como esse na mão do juiz", disse sobre o torneio que terminou com o título do Corinthians.

Um dos feitos mais polêmicos de sua gestão foi o "Disque-Marcelinho", em 1998. A entidade comprou o passe de Marcelinho Carioca junto ao Valencia e realizou uma votação por meio de ligações telefônicas para eleger o clube que receberia o jogador. Após 11 dias da promoção, a torcida corintiana trazia Marcelinho de volta ao clube. Foram 62,5% das ligações para o Corinthians, 20,3% para o São Paulo, 9,5% para o Santos e 7,7% para o Palmeiras.

O mandatário deixou o cargo após uma briga judicial entre a FPF e a Rede Globo. Na época, o dirigente afirmava que a emissora carioca não havia exercido o direito de preferência pelo campeonato estadual e acabou acertando com o SBT.

Antecessor de Marco Polo Del Nero, hoje presidente eleito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na presidência da FPF, Farah se afastou do futebol em 2003, assim que deixou o comando da entidade. Nascido em 1934, o cartola sempre foi ligado ao Guarani, onde também foi presidente em 1967.

Fonte: Terra
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