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Famílias de vítimas do atentado contra Togo entram na Justiça

29 jan 2010
17h03
atualizado em 30/1/2010 às 18h29

As famílias de duas das vítimas fatais do ataque ao ônibus da seleção de futebol do Togo, em Cabinda, apresentaram, nesta sexta-feira, um processo judicial em Paris contra três partes: a guerrilha que assumiu o atentado, a Confederação Africana de Futebol (CAF) e o Governo de Angola.

Famílias de togoleses mortos em atentado entraram na Justiça
Famílias de togoleses mortos em atentado entraram na Justiça
Foto: AP

Segundo o advogado togolês Alexis Aquéréburu, o processo está no Tribunal de Grande Instância de Paris, já que foi na França onde Rodrigues Mingas, líder da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda-Posição Militar (FLEC-PA), assumiu o atentado.

Segundo o advogado, a CAF e seu presidente, Issa Hayatou, e o Estado angolano foram processados "por terem posto em perigo a vida de nossos compatriotas ao organizar a Copa Africana de Nações em uma zona de guerra".

De acordo com Aquéréburu, os familiares de Amélété Abalo, auxiliar técnico, e Stan Ocloo, chefe de imprensa da seleção togolesa, decidiram processar "os autores e seus cúmplices ativos e passivos" por "terrorismo e assassinato".

No último dia 8 de janeiro, Abalo, Ocloo e o motorista angolano do ônibus em que a seleção do Togo viajava para participar da Copa Africana de Nações, em Angola, foram mortos pouco depois de o veículo entrar no enclave de Cabinda, um território pertencente a Angola onde atuam grupos armados separatistas.

O ônibus foi metralhado durante 20 minutos, segundo declarações dos jogadores togoleses. O atentado, que também deixou oito feridos, foi assumido por Rodrigues Mingas, que mora em Paris como refugiado.

EFE   
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