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Fifa não vê irregularidades em candidaturas das Copas de 2018 e 2022

13 nov 2014
10h35

O Comitê de Ética da Fifa considerou que não houve "nenhuma violação ou descumprimento das normas e regulamentos correspondentes" nos processos de candidatura para as Copas do Mundo de 2018 e 2022, finalizados em dezembro de 2010 com a escolha de Rússia e Catar, respectivamente.

Em comunicado emitido nesta quinta-feira, um dos presidentes do órgão da federação, o alemão Hans-Joachim Eckert deu por encerrada a investigação sobre os processos de candidaturas e adjudicação dos torneios após analisar um relatório de 350 páginas elaborado pelo Comitê.

Segundo Eckert, o Comitê de Ética "tem total independência para iniciar processos contra pessoas físicas" e acrescenta que "vários incidentes que podem ter ocorrido não comprometeram a integridade das candidaturas das Copas do Mundo de 2018 e 2022".

O Comitê de Ética também informa que será impossível a publicação do relatório inteiro devido às normas para cumprimento de confidencialidade.

Depois do pronunciamento do Comitê de Ética, a Fifa disse "se sentir satisfeita pelo fato de que, até certo ponto, se chegou a uma conclusão com o fechamento do caso" e garantiu que "continuará com os preparativos para 2018 e 2022, que já começaram faz tempo".

"Com o objetivo de chegar a um encerramento definitivo, a Fifa auxiliará o trabalho do comitê independente no que se refere ao acompanhamento de futuros casos segundo informações obtidas na investigação", acrescentou.

A Fifa informou que "levará em conta as recomendações feitas em relação às melhoras no processo de futuras candidaturas, assim como os comentários do presidente da câmara de adjudicação sobre o processo empregado para as edições 2018 e 2022, que o definiu como "bem concebido, sólido e profissional".

A Fifa ressaltou que no futuro será o Congresso, não mais o Comitê Executivo, que decidirá a adjudicação das Copas e que examinará possíveis emendas para o processo de candidatura da Copa do Mundo de 2026, além de "avaliar cuidadosamente as recomendações do Comitê de Ética".

A investigação sobre as candidaturas das Copas do Mundo de 2018 e 2022 teve início depois da publicação de informações e acusações a membros da Fifa sobre possíveis casos de corrupção e subornos na escolha das sedes.

No dia 2 de dezembro de 2010, a Rússia venceu a concorrência para 2018 na segunda rodada de votação, depois da eliminação da Inglaterra na primeira e de superar as outras ao receber 13 dos 22 votos.

A eleição do Catar para 2022 precisou de quatro votações. Após as eliminações de Austrália, Japão e Coreia do Sul, o Catar somou 14 votos frente aos oito dos Estados Unidos para sediar o torneio.

O possível escândalo, que começou a ser discutido no parlamento britânico, também marcou meses depois a reeleição de Joseph Blatter como presidente da Fifa para iniciar seu quarto mandato em 2011 e forçou a Fifa a aprovar uma série de reformas para melhorar sua transparência em 2012.

Entre as mudanças, a Fifa optou por reforçar o Comitê de Ética, composto por uma câmara de investigação e outra de adjudicação.

A de investigação, presidido pelo americano Michael García, considerou finalizada a investigação em 5 de setembro e transferiu seu relatório de 350 páginas à câmara de Hans-Joachim Eckert, que se pronunciou nesta quinta-feira.

Para a investigação, que durou um ano, o órgão ouviu mais de 75 testemunhas e armazenou, além de gravações com os entrevistados, mais de 200 mil páginas sobre o caso.

EFE   
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