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Galo sofre gol no fim, perde por 2 a 0 e terá que reverter desvantagem em BH

18 jul 2013
00h04
atualizado às 00h16

O sonho do título inédito da Taça Libertadores ficou mais distante para o Atlético-MG nesta quarta-feira após a derrota por 2 a 0 para o Olimpia, na primeira partida da final do torneio continental, disputada no estádio Defensores del Chaco, em Assunção.

A equipe do técnico Cuca começou jogando bem, mas sofreu o primeiro gol aos 22 minutos da etapa inicial, em lindo lance de Alejandro Silva. A partir daí, os visitantes ficaram nervosos, e foi o Olimpia quem atacou mais. O placar não foi alterado até aos 49 da segunda etapa, quando Wilson Pittoni, ex-Figueirense, marcou cobrando falta.

Como não há o critério do gol qualificado em finais de competições interclubes da Conmebol, qualquer vitória do Galo por dois gols de diferença na próxima quarta levará a decisão para a prorrogação. Caso o tempo extra termine empatado, o campeão será conhecido nos pênaltis.

A reversão da desvantagem terá que ser feita no Mineirão, e não na Arena Independência, onde o time de Belo Horizonte vinha atuando como mandante. O estádio no bairro do Horto não tem a capacidade exigida pela Confederação Sul-Americana, que é de 40 mil pessoas.

Além do placar adverso, o vice-campeão brasileiro terá que lidar com as suspensões dos laterais Marcos Rocha e Richarlyson. O primeiro recebeu o terceiro cartão amarelo, e o segundo foi expulso.

Como é comum em partidas decisivas na América do Sul, o clima do duelo no Defensores del Chaco foi tenso. O árbitro marcou 37 faltas e mostrou o cartão amarelo sete vezes, além do vermelho para Richarlyson. Do lado de fora das quatro linhas a polícia tinha dificuldades para conter os torcedores. Alguns deles atiravam pedras no gramado.

O time da casa não teve um desfalque sequer, e o técnico Éver Almeida manteve o esquema com três zagueiros. No meio-campo, o tricampeão da América contou com Wilson Pittoni, ex-Figueirense.

No Atlético, Cuca levou todos os jogadores para o Paraguai, mas não pôde contar com o volante Leandro Donizete, que não recuperou a tempo de um estiramento na coxa direita, e com o meia Bernard, suspenso. Josué e Luan foram os substitutos.

Mesmo pressionado por mais de 32 mil torcedores, o Galo não se deixou intimidar, ao menos no começo, e se lançou ao ataque nos primeiros minutos. O campeão mineiro até balançou a rede, mas o lance foi invalidado. Aos seis, Marcos Rocha lançou Diego Tardelli, que mandou para a rede, mas foi flagrado em impedimento.

O primeiro susto levado pela equipe de Belo Horizonte aconteceu aos 15 minutos, em vacilo de Ronaldinho. O craque atleticano perdeu a bola no meio, Aranda encheu o pé de fora da área, ninguém completou e a bola saiu.

As principais jogadas do Atlético nasciam pelo lado direito, em que Marcos Rocha e Tardelli apareciam bem. Aos 20, o lateral esticou para o atacante, que invadiu a área e bateu na rede, mas pelo lado de fora.

Aparentemente com o controle da partida, o time visitante foi surpreendido aos 22 minutos e saiu em desvantagem no placar. Alejandro Silva avançou com espaço da direita para o meio, deixou Luan, Tardelli e Réver para trás e chutou no canto esquerdo baixo de Victor, que nada pôde fazer.

O Galo nitidamente sentiu o gol, mas nem por isso deixou de incomodar. Aos 31, em mais um passe longo de Marcos Rocha para Diego Tardelli, Martín Silva saiu muito bem e conseguiu para o camisa 9.

Mal na marcação, por pouco os comandados de Cuca não levaram o segundo cinco minutos depois. Agora foi Richarlyson quem deu espaço, Salgueiro bateu da entrada da área e, após desvio, a bola tirou tinta da trave esquerda.

Nesse momento, a pressão já era toda do Olimpia, e Salgueiro só não aumentou a diferença aos 41 porque demorou a chutar. Cara a cara com Victor, ele não definiu e foi travado por Pierre.

Sentindo o nervosismo da defesa brasileira, principalmente de Réver, os donos da casa voltaram do intervalo com mais um atacante, Ferreyra, que substituiu Giménez. Contudo, a primeira boa jogada da segunda etapa foi do Galo. Logo aos três minutos, após ótima troca de passes, Manzur vacilou, Tardelli finalizou cruzado e mandou perto da trave direita. Pouco depois, aos seis, o camisa 9 concluiu e Martín Silva espalmou.

Sem fazer um gol pelo Atlético há dois meses, Jô pouco aparecia e, nas poucas chances que tinha, se mostrava nervoso. Aos 11 minutos, Luan fez o giro e serviu o centroavante, que chutou fraco e facilitou o trabalho do goleiro.

O Olimpia esboçou uma nova pressão, e Cuca decidiu mexer no time por atacado, causando surpresa. Visivelmente contrariado, Ronaldinho foi um dos que saiu, junto a Luan. Os dois deram lugar a Rosinei e Guilherme, aos 19 minutos.

Entretanto, o sufoco continuou, mas, para sorte do Atlético, Ferreyra deu de zagueiro duas vezes seguidas. Na primeira, aos 29, ele escorou mal após cruzamento da esquerda. Na segunda, um minuto depois, Victor fez linda defesa e, no rebote, o atacante isolou.

Encurralado em seu campo de defesa, o time visitante conseguiu incomodar aos 32, em nova tentativa de Jô. O centroavante recebeu de Guilherme dentro da área e bateu firme, mas em cima de Martín Silva, que salvou com os pés.

O torcedor atleticano que acredita em "sorte de campeão" teve motivo para se animar aos 38 minutos. Com Victor já batido, Ferreyra girou e chutou. Leonardo Silva salvou praticamente em cima da linha e, na sobra, sem ninguém para atrapalhar, Bareiro arrematou para fora, a centímetros da trave direita.

O Atlético ia livrando-se de problemas ainda maiores, mas os instantes finais foram duros para a equipe. Aos 44 minutos, Richarlyson cometeu falta dura no campo de ataque, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso.

Para piorar, aos 49, num dos últimos lances do jogo, o Olimpia marcou o segundo gol. Rosinei cometeu falta na meia-lua, Pittoni cobrou no ângulo direito e Victor pouco pôde fazer.

Ficha técnica:.

Olimpia: Martín Silva; Manzur, Miranda e Candia; Alejandro Silva, Aranda, Wilson Pittoni, Giménez (Ferreyra) e Benítez; Salgueiro (Paredes) e Bareiro (Prono). Técnico: Éver Hugo Almeida.

Atlético-MG: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Richarlyson; Pierre, Josué, Luan (Rosinei), Diego Tardelli e Ronaldinho Gaúcho (Guilherme); Jô (Alecsandro). Técnico: Cuca.

Árbitro: Néstor Fabián Pittana (Argentina), auxiliado por seus compatriotas Hernan Maidana e Juan Pablo Belatti.

Cartões amarelos: Giménez, Miranda, Alejandro Silva e Wilson Pittoni (Olimpia); Josué, Richarlyson e Marcos Rocha (Atlético-MG).

Cartão vermelho: Richarlyson (Atlético-MG).

Gols: Alejandro Silva e Wilson Pittoni (Olimpia).

Estádio: Defensores del Chaco, em Assunção.

EFE   
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