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Gilmar crê em Dunga nas Olimpíadas e enxerga Seleção no caminho certo

13 jun 2016
18h28
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O coordenador de seleções da CBF, Gilmar Rinaldi, disse nessa segunda-feira que não acredita na possibilidade de Dunga ser demitido do comando técnico do Brasil antes das Olimpíadas do Rio de Janeiro. Apesar da eliminação na fase de grupos da Copa América Centenário, após derrota por 1 a 0 para o Peru, no domingo, Rinaldi vê o time "no caminho certo" sob a direção de Dunga.

A entrevista concedida pelo coordenador de seleções ocorreu na saída da delegação brasileira do hotel em que estava hospedada em Boston, nos Estados Unidos. O time embarca nessa segunda-feira à noite e tem a chegada a São Paulo prevista para a manhã de terça-feira, sendo que Dunga e Rinaldi terão uma reunião com os dirigentes da CBF no mesmo dia. O ex-goleiro assegura que os temas do encontro só girarão em torno das Olimpíadas.

"Liguei para o presidente [Marco Polo Del Nero] e perguntei se ele estaria lá, porque precisamos tomar as decisões sobre as Olimpíadas. Chamei o Dunga e o Andrey [Lopes, auxiliar do técnico] porque eles precisam estar comigo. Nós temos que entregar a lista de 35 jogadores ao Comitê Olímpico Internacional (COI) na quarta-feira. Dessa lista, 18 sairão e quatro poderão substituí-los por lesão. Tenho feito contatos com os clubes, mas a liberação está difícil", afirmou Rinaldi.

Além de comandar a Seleção principal, Dunga assumiu o projeto para buscar a inédita medalha de ouro nos Jogos do Rio de Janeiro. Rogério Micale, que esteve à frente de toda a preparação do time olímpico, poderá ser inscrito como auxiliar de Dunga na disputa.

Mas, caso a CBF resolva demitir o técnico nessa terça-feira, os dirigentes terão de traçar um novo planejamento e decidir se Micale será efetivado na vaga. O COI também exige o envio na quarta-feira dos 12 nomes que integrarão a comissão técnica nas Olimpíadas.

Rinaldi diz não cogitar essa possibilidade. "O Dunga está definido há dois anos como treinador da Olimpíada. Para o meu planejamento, continua a mesma coisa. Tanto que estamos aproveitando esse atraso do voo para definir alguns nomes da lista de 35 jogadores", disse o coordenador, que aproveitou a oportunidade para defender o trabalho de Dunga à frente da Seleção.

"Temos a certeza de que ele está fazendo um trabalho bem feito, sério, limpo e transparente. Todo mundo pode acompanhar. Discordo que colhemos só maus resultados. Tivemos bons resultados contra grandes equipes, mas problemas na Copa América. Acredito que estamos no caminho certo, mas temos que melhorar em algumas coisas. Estamos tão tristes quanto o povo brasileiro, nós e os jogadores, ninguém dormiu nessa noite", declarou.

Dunga assumiu a Seleção em 22 de julho de 2014, 16 dias após a goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2014. O treinador, que já havia dirigido o time canarinho entre 2006 e 2010, tinha o objetivo de reformular um time desacreditado. Mas colheu uma série de tropeços.

No ano passado, o Brasil perdeu nos pênaltis do Paraguai e foi eliminado nas quartas de final da Copa América, no Chile. A esperança era uma boa campanha nas Eliminatórias à Copa do Mundo de 2018, mas a equipe só ocupa o sexto lugar na disputa - fora até da zona de repescagem e a quatro pontos do líder Uruguai. Caso a demissão de Dunga se confirme, o nome do corintiano Tite surge como o favorito para substituí-lo na Seleção.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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