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Gilmar Rinaldi é o novo coordenador geral de seleções da CBF

17 jul 2014
12h11
atualizado às 12h12

O ex-goleiro Gilmar Rinaldi foi anunciado nesta quinta-feira como novo coordenador geral de seleções da CBF, em entrevista coletiva concedida por José Maria Marin na sede da entidade, localizada na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

No fim do encontro com jornalistas, o presidente da entidade explicou que o novo profissional será responsável por gerir o conjunto de seleções que compreende a principal, as da divisão de base e feminina.

Campeão mundial com a seleção brasileira em 1994, como reserva de Taffarel, Gilmar, hoje com 55 anos, nunca atuou como dirigente e foi superintendente do Flamengo entre 1999 e 2000. Depois de encerrar a carreira o ex-goleiro trabalhou durante 14 anos como agente de jogadores, atividade que segundo o próprio, "não existe mais".

"O principal trabalho é implantar nova filosofia. Sempre pensando em algo mais importante que é prevalecer o coletivo sobre o individual. Para formar um plano com nova filosofia eu vou conversar com ex-jogadores, treinadores. É hora de ouvir muito", disse o novo coordenador, em sua primeira declaração.

Segundo José Maria Marin e Gilmar Rinaldi, o anúncio do novo comandante da seleção deverá acontecer até a próxima terça-feira. A única certeza é que não será um profissional estrangeiro, ideia que não agrada o novo funcionário da CBF.

"Eu acho que não é o momento. É o momento de buscar alguém em nossa casa, que tenha conhecimento muito grande, porque o tempo que a gente tem não é muito grande. Temos que definir isso logo", disse Gilmar.

Além disso, o presidente da entidade máxima do futebol brasileiro confirmou que o técnico da seleção sub-20 e coordenador das divisões de base, Alexandre Gallo, será o técnico da seleção olímpica para os Jogos de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro.

"O Gallo está fazendo um projeto há um ano e seis meses com vários objetivos, mas com objetivo principal que é a Olímpiada. Virá um novo treinador, terá participação ativa em todas as seleções, mas o projeto com o Gallo não será interrompido", disse Marin, que ainda pediu que o futuro presidente da CBF, Marco Polo del Nero, garantisse o profissional no cargo a partir do ano que vem.

Questionado sobre o trabalho como agente de futebol, Gilmar, que teve como clientes o atacante Adriano, ex-Flamengo, o meia Danilo, do Corinthians, afirmou que o encerramento da atividade aconteceu ontem, quando comunicou aos jogadores que empresariava.

"Quem me conhece sabe que faz um tempo que eu já tinha desistido do trabalho e permanecido com alguns jogadores, que segui por lealdade. Eles foram comunicados ontem por uma mensagem que nem devem ter entendido", explicou.

Revelado nas divisões de base do Internacional, Gilmar ficou no clube gaúcho entre 1978 e 1985. Depois passou por Flamengo, entre 85 e 91, e São Paulo, entre 91 e 94. Os quatro últimos anos de carreira foram no Cerezo Osaka, do Japão, onde se aposentou em 1999.

Pela seleção brasileira, o ex-goleiro fez 10 partidas, mas não entrou em campo na campanha do tetra, em 1994. Dez anos antes, foi medalha de prata dos Jogos Olímpicos realizados em Los Angeles, jogando como titular.

Pouco depois de encerrar a carreira de jogador, Gilmar assumiu o cargo de superintendente no Flamengo. Antes disso, em 1998, já havia realizado trabalho ligado à seleção brasileira, como observador indicado pelo técnico Zagallo.

EFE   

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