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Impiedosa em Amsterdã, Holanda vence Espanha pela segunda vez em um ano

31 mar 2015
18h48
atualizado às 18h48
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A Espanha até tentou obter uma revanche pela goleada por 5 a 1, sofrida na Copa do Mundo de 2014, mas a Holanda fez valer o apoio de sua torcida laranja na Amsterdã Arena e conquistou uma vitória por 2 a 0. Trata-se apenas de um amistoso internacional, mas a tendência é de que o triunfo anime a Laranja Mecânica para a sequência das Eliminatórias da Euro 2016.

As duas equipes entraram em campo com times mistos, uma vez que nomes como Van Persie e Diego Costa não estavam disponíveis. Do lado holandês de Guus Hiddink, a escalação inicial foi: Vermeer; Janmaat, De Vrij, Martins Indi e Willems; Blind, Narsingh e Klaassen; Huntelaar, Sneijder e Depay. Pelos espanhóis de Vicente Del Bosque, os escolhidos foram: De Gea; Carvajal, Albiol, Piqué e Bernat; Mario Suárez, Cazorla, Isco e Fàbregas; Juanmi e Pedro.

O jogo - Embora houvesse apenas um título mundial em campo, justamente a conquista espanhola contra a Holanda em 2010, a partida teve início tenso. Como não poderia deixar de ser em um clássico entre duas das seleções mais poderosas do futebol mundial, os goleiros tiveram trabalho tão logo o apito soou.

Vermeer foi o primeiro a aquecer as luvas, logo aos três minutos, quando a Laranja Mecânica errou na saída de jogo e deu um belo presente para os adversários pela direita. Na sequência, Isco foi lançado na área em posição irregular e chutou para obrigar o arqueiro holandês a trabalhar pela primeira vez. A arbitragem, no entanto, logo assinalou o impedimento do jogador.

Apenas três minutos depois, a Holanda tabelou com categoria na entrada da área até os pés de Depay, que tocou colocado e obrigou De Gea - tratado como "Van der Gea" pela imprensa espanhola, em comparação com o ídolo neerlandês, aposentado da seleção na mesma Amsterdã Arena - a fazer uma defesa complicada.

Apesar do susto, a Espanha passou a arriscar um avanço, adiantando a marcação e tentando fechar os holandeses. A estratégia de Del Bosque, entretanto, não obteve o resultado esperado. Aos 12, após cobrança de escanteio, Sneijder aproveitou um rebote e voltou a cruzar para a área, encontrando De Vrij bem posicionado para testar para o fundo da rede. Menos de dois minutos depois, os anfitriões quase ampliaram no melhor estilo Carrossel Holandês, quando Huntelaar tentou empurrar para o gol com um toque de letra, mas errou o alvo. Sem alteração imediata no placar, mas motivo suficiente para a torcida holandesa festejar em ritmo de "ola".Com a pressão das arquibancadas, a Espanha voltou a ceder aos 15. Depay desceu pela esquerda e trabalhou com Willems e Klaassen. Sem ser alvo de grande marcação, o camisa 8 tentou encobrir De Gea, mas o goleiro salvou. No rebote, a bola voltou para Klaassen, que dessa vez não enfeitou e fuzilou a rede.

Já na marca dos 28, a Espanha pareceu ter reencontrado o ânimo para reagir. Duas tentativas, no entanto, pararam em Vermeer. Na primeira, Albiol deixou Piqué na cara do goleiro, que se antecipou e evitou o gol do beque. Em seguida, Pedro aproveitou uma bobeada de Indi e arriscou um drible no arqueiro. Atento, Vermeer conseguiu tocar nela com os dedos e fazer mais um milagre.

Na volta para o segundo tempo, Fàbregas apareceu de surpresa na pequena área e arriscou um toque de letra, errando o alvo. Do outro lado, Sneijder lançou Indi que tentou de cabeça, tocando por cima do travessão. Em seguida, De Gea salvou a Espanha duas vezes: no primeiro lance, Depay fez fila e soltou uma bomba, obrigando a defesa do goleiro. No segundo, Depay voltou a aparecer frente a frente com o arqueiro, que conseguiu intervir apenas com os pés, sem usar as mãos no domínio.

Ainda houve tempo para uma boa dose de polêmica na partida. Aos 25, David Silva lançou Álvaro Morata e viu o garoto bombardear a zaga. No rebote, o próprio D. Silva balançou a rede, mas o assistente já havia notado a posição irregular do meia e anulou o tento espanhol, incapaz de impedir a vitória da Holanda por 2 a 0 - a segunda vez que o "Carrossel Holandês" derrubou a Fúria em menos de um ano.

Sem Cristiano Ronaldo, Portugal decepciona e perde para Cabo Verde

Também nesta terça-feira, a seleção de Cabo Verde surpreendeu a derrotar um desfalcado time de Portugal por 2 a 0. Mesmo sendo um amistoso beneficente, a blitz da equipe visitante não perdoou os portugueses no estádio Antonio Coimbra da Mota, em Estoril.

Como resultado disso, os dois gols saíram ainda no primeiro tempo. Aos 38, o atacante Fortes inaugurou o marcador para a equipe do técnico Aguas. Cinco minutos depois, foi a vez do zagueiro Gege balançar a rede, fechando a conta para Cabo Verde.

Para complicar ainda mais a missão de reverter o placar, Portugal ainda teve que lidar com a expulsão do beque Pinto, aos 15 minutos da etapa final. Dessa forma, sem CR7 em campo (o craque foi impedido de atuar pela regra da Fifa, que proíbe os jogadores de entrarem em campo mais de uma vez em 48 horas), os portugueses foram surpreendidos por um adversário de menor expressão.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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