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16 de setembro de 2012 • 09h49 • atualizado às 11h10

Agora meia, Roger fala em Copa 2014 e "esquece" expulsão no Corinthians

Jogador marcou primeiro gol da história da Polônia na fase final da Eurocopa
Foto: Divulgação
 
Henrique Munhos

Muitas coisas mudaram desde que Roger, ex-lateral esquerdo do Corinthians e do Flamengo, deixou o Brasil. O atleta, marcado por uma expulsão em um jogo que tirou o Corinthians da Libertadores de 2003, virou meio-campista, se naturalizou polonês e disputou a Eurocopa de 2008. Agora, o novo objetivo do camisa 10 do AEK, da Grécia, é disputar a Copa de 2014 no Brasil.

"Quero fazer uma boa temporada no AEK e ser novamente convocado para a seleção. Agora que mudou o treinador, sei que tenho as portas abertas e condições para retornar. Estou com 30 anos e tenho muita lenha para queimar", declarou.

Segundo o jogador, ele e o antigo técnico do time polonês, Franciszek Smuda, não tinham uma boa relação. Por essa razão, ele não foi convocado para a Eurocopa de 2012, competição disputada na Polônia e na Ucrânia, em que o país de Roger foi eliminado na primeira fase. Quatro anos antes, Roger marcou o primeiro gol da história do país na fase final do torneio, em empate com a Áustria em 1 a 1.

Desde então, muita coisa mudou na seleção nacional. "Em 2008, tínhamos uma equipe mais velha, com muitos jogadores com mais de 30 anos. Nos últimos anos, vivemos uma transição, com jovens jogadores de muito talento, como Kuba e Lewandowski. Acredito que possamos fazer uma boa Copa do Mundo e quem sabe eu possa fazer parte deste grupo", disse.

A camisa 10 vestida por Roger no AEK não é por acaso. Desde que chegou à Europa, ele passou a atuar no meio-campo, sendo dois anos pelo lado esquerdo, quase como um ponta, e outros cinco como armador pela faixa central do campo. Ele nem pensa em cogitar um retorno à lateral esquerda.

"É muito difícil voltar à lateral. Sou jogador de meio-campo e acredito que possa contribuir mais nessa função. Por essa razão, acho que ainda não aconteceu um retorno para o Brasil, já que todos pensam em mim ainda como lateral," afirmou. Segundo Roger, o único clube que pensou em contratá-lo como meio-campista foi o São Paulo, em uma sondagem que não ganhou grandes proporções.

O AEK ocupa a 13ª posição no Campeonato Grego, com nenhum ponto conquistado. O Terra transmite jogos do campeonato ao vivo.

Jogador vê "parte boa" em expulsão pelo Corinthians

O cartão vermelho levado após um chute em D'Alessandro, do River Plate, na Libertadores de 2003, ainda está na memória de muitos torcedores. Os gritos de "pega, pega" do técnico Geninho e a consequente ação de Roger marcaram o jogador, que depois disso não teve sequência no Corinthians. Apesar disso, ele preferiu relembrar os bons momentos vividos no clube e até uma consequência positiva daquela expulsão.

"Talvez, se não acontecesse tudo aquilo, não sairia do Corinthians, permaneceria como reserva e minha carreira não teria deslanchado. Apesar disso, tive bons momentos na equipe e fiz bom jogos. Por isso, prefiro lembrar estes momentos. Tive minha parcela de culpa e assumi, sendo que teve pessoas que não fizeram o mesmo. Agora que o Corinthians venceu a Libertadores acho que vão esquecer um pouco este lance", disse.

Um retorno ao futebol brasileiro está entre os objetivos do jogador, que também não escondeu um carinho especial pelo Flamengo.

"Se não for convocado para a seleção da Polônia no próximo ano, penso em uma volta para o Brasil. Claro que sou profissional e não posso priorizar uma equipe. Mas retornar para uma equipe onde você guarda boas lembranças seria muito bom. Tive uma grande passagem pelo Flamengo e os torcedores não esquecem. Passei férias no Rio de Janeiro e os torcedores me reconhecem e pedem minha volta. Isso é muito bom. Quem sabe eu possa voltar e provar meu valor como jogador de meio-campo".

Terra