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Maradona ataca desafetos e vê futebol argentino "em coma"

17 jul 2013
11h55
atualizado às 12h01
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Diego Armando Maradona não está otimista com o futebol argentino. Em entrevista à rádio FM Delta na noite desta terça-feira, já no final de sua passagem por Buenos Aires para comemorar o 23º aniversário da namorada Rocío Oliva e para resolver questões legais envolvendo o filho caçula, o ex-craque não poupou críticas a antigos desafetos e fez um prognóstico nada animador para a seleção alviceleste bicampeã mundial: “estamos fritos”.

<p>Maradona disparou contra Bilardo, Humberto Grondona e Carlos Bianchi em entrevista a uma rádio argentina</p>
Maradona disparou contra Bilardo, Humberto Grondona e Carlos Bianchi em entrevista a uma rádio argentina
Foto: Getty Images

“O futebol argentino está em coma”, sentenciou Maradona, que recentemente teve o contrato renovado como embaixador esportivo de Dubai. O treinador da Argentina na Copa do Mundo de 2010 ainda disparou contra o ex-auxiliar Carlos Bilardo, hoje coordenador da seleção, e Humbertito Grondona, responsável pelas categorias de base e filho de Julio Grondona, presidente da Associação do Futebol Argentino (AFA).

“Se Bilardo está na seleção com o filho do Grondona, que na p... de sua vida chutou três vezes no gol, significa que estamos fritos”, acrescentou o ídolo argentino, voltando-se contra o treinador do bicampeonato mundial em 1986 e seu auxiliar em 2010. Maradona, demitido ao final da Copa, considera Bilardo um "traidor" por ter permanecido no cargo.

Maradona disse acompanhar de longe ao campeonato local e, ultimamente, tem apenas um motivo de orgulho: o Newell’s Old Boys. Nem mesmo o Boca Juniors, seu clube do coração, tem lhe dado orgulho. “Sei da dificuldade que vive o futebol argentino. De Dubai vejo a todos os jogos e adoro o Newells do (Gerardo) Martino”, elogiou.

<p>Bilardo (à esquerda) auxiliou Maradona durante a passagem do ídolo local pelo comando da seleção argentina, entre 2008 e 2010</p>
Bilardo (à esquerda) auxiliou Maradona durante a passagem do ídolo local pelo comando da seleção argentina, entre 2008 e 2010
Foto: Getty Images

“E eu me pergunto o que acontece com o Boca, porque todos queríamos que o Riquelme voltasse e voltou. Todos queríamos que o (Carlos) Bianchi voltasse e isso também aconteceu. Quer dizer: todos queríamos um Boca arrasador e terminamos como o River (Plate)”, ironizou, em referência ao arquirrival, que se desfez de um time fortíssimo em 2008, com um ataque formado por Alexis Sánchez (hoje no Barcelona) e Radamel Falcao García (que custou 60 milhões de euros ao Monaco), e acabou rebaixado três anos depois.

Maradona, aliás, deixou bem clara a opinião que tem sobre o atual treinador do time da Bombonera. “Não suporto nem o Bianchi e nem vários do que ainda estão lá. Mas o Boca é maior que todos os que possam estar no clube neste momento”, atacou.

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Fonte: Terra
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