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Bola de Ouro tem gafe de Felipão, peruca e pane com Hope Solo

7 jan 2013
19h09
atualizado às 22h40
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A Fifa preparou a Bola de Ouro com extremo cuidado, realizou ensaios, mas alguns detalhes fugiram ao controle. Os problemas ficaram longe do extravagante terno com bolinhas de Lionel Messi, talvez enfadado com a mesma foto dos últimos três anos. Entre quebras de protocolo e saias-justas, Luiz Felipe Scolari roubou a cena pela espontaneidade em uma cerimônia de gala. Mestre de cerimônia dos melhores treinadores do ano, Felipão chegou até a cometer uma gafe nesta segunda-feira, em Zurique.

Valderrama e Gullit se descontraem em premiação
Valderrama e Gullit se descontraem em premiação
Foto: AFP

Depois de entregar taças a Vicente del Bosque e Pia Sundhage, o comandante da Seleção Brasileira errou a saída de cena. Inicialmente esboçou sair pelo fundo e depois se dirigiu até a lateral do palco, sem perceber que as escadas estavam bem à frente - tudo isso enquanto a apresentadora Kay Murray chamava a atração seguinte junto do ex-jogador Ruud Gullit. Com Kay, aliás, Felipão marcou uma passagem engraçada.

Depois de entregar o troféu a Pia Sundhage, ex-treinadora dos Estados Unidos, Scolari teve dúvidas sobre o que fazer: ficar no palco ou sair? Ele trocou gestos com a apresentadora, que pediu sua permanência. Para Pia e também Vicente del Bosque, o treinador repetiu a mesma brincadeira e destacou o peso da Bola de Ouro. O espírito bem humorado e o carisma de Felipão talvez tenham inspirado Sundhage, que cantou Bob Dylan em agradecimento às atletas que dirigiu.

Verdadeira saia-justa, porém, enfrentou a goleira e musa americana Hope Solo, alinhada em um vestido azul royal. Ela foi incumbida de apresentar o prêmio de melhor jogadora do ano, mas acabou traída pela tecnologia. Explica-se: no fundo do estúdio, portanto de frente ao palco, os discursos eram cuidadosamente mostrados para que fosse lido, mas Solo precisou lidar com a pane do equipamento. A campeã olímpica se saiu bem, apesar de gaguejar em um momento e rir, possivelmente de nervoso, com a situação imprevista.

Joseph Blatter, o presidente da Fifa, teria se saído melhor, afinal ignorou as transcrições indicadas durante vários momentos de seu discurso e falou de improviso. Inclusive para responder Vicente del Bosque, eleito o melhor treinador por seu trabalho à frente da Espanha. No microfone oficial, Del Bosque disse que gostaria de passar uma mensagem e pediu mais lisura a todos que trabalham no futebol. Aparentemente incomodado, Blatter voltou ao tema quando subiu de novo ao palco e disse que agradecia o espanhol pela frase.

Com a iminência de Copa das Confederações e da Copa do Mundo, o Brasil teve destaque na festa durante três momentos em especial. Membro do Comitê Organizador Local da Copa, Ronaldo foi chamado ao palco para falar junto de Jérome Valcke, secretário-geral da Fifa, a respeito da paixão brasileira pelo futebol e, claro, sobre as duas competições. Um grupo genuinamente baiano ainda fez apresentação de capoeira. E, por último Fuleco, mascote do próximo Mundial, dançou e até ganhou beijo de Ronaldo. Para Valcke, "um dos mais carismáticos de todas as Copas", disse.

O momento possivelmente mais engraçado, porém, foi reservado a Ruud Gullit, um dos apresentadores da Bola de Ouro e campeão europeu com o Milan e a seleção holandesa. Carlos Valderrama, astro colombiano dos anos 90, subiu ao palco para entregar o Prêmio Puskas, sempre com sua inconfundível cabeleira. Gullit pediu licença e sacou uma peruca rastafari que fazia menção a seus tempos de atleta, o que levou a plateia às palmas e gargalhadas.

Fonte: Terra

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