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Saiba quem é o milionário que traz craques ao Real Madrid

30 jun 2009
09h33
atualizado às 11h29

Há nove anos, a Espanha e o mundo deram de ombros quando Florentino Pérez, candidato à presidência do Real Madrid, prometeu que contrataria Luis Figo, do Barcelona, se vencesse o pleito. E venceu. Dias depois, o craque português chocou o mundo do futebol ao trocar o uniforme azul-grená e se vestiu todo de branco, dando início a uma série de contratações midiáticas. Pérez, que deixou a presidência entre 2006 e 2009, voltou ao cargo como chegou: em 11 dias, fechou com Kaká e Cristiano Ronaldo.

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O milionário que traz craques ao Real Madrid é um bem sucedido empresário do ramo de engenharia e presidente do grupo ACS, a Asociación Española de la Carretera. E foi justamente a partir dessa posição que levantou recursos para ser o dirigente apontado pelas quatro maiores compras da história do futebol (Cristiano Ronaldo, Zidane, Kaká e Figo), gastando apenas com elas algo próximo de R$ 1 bilhão.

Sob métodos nada ortodoxos, Florentino construiu uma fortuna para o Real. Em 2000, vendeu a Ciudad Deportiva, localizada em uma área nobre da capital espanhola, para a prefeitura local. Logo, a dívida de 500 milhões de dólares virou um enorme superávit, ainda que Pérez tenha sido acusado de superfaturamento. A sede do clube madrileno se tornou um grande conjunto residencial, mas a empreiteira do presidente do Real foi que realizou as obras polêmicas e suntuosas.

Com todo esse dinheiro nos cofres do Real Madrid, Florentino passou a trazer um jogador de classe mundial a cada temporada. Figo em 2000, Zidane em 2001, Ronaldo em 2002, David Beckham em 2003 e Michael Owen em 2004. Pérez costumava dizer que os nomes mais caros são, também, os mais baratos. Para ele, se pagam em títulos, vendas de ingressos, camisas e marketing.

Com esses jogadores ofensivos no elenco e sérios problemas defensivos, o Real completou três temporadas sem títulos, em 2006. Para uma instituição que se orgulha de ser a mais vencedora da história, algo inaceitável, que não ocorria há 50 anos. Assim feito, Pérez renunciou à presidência em fevereiro de 2006.

Ramón Calderón e a volta de Pérez

Os anos seguintes com o sucessor Ramón Calderón trouxeram uma nova política ao Real, que viu Zidane se aposentar após a Copa de 2006 e se desfez de todos os outros Galácticos. Com o novo presidente, o clube merengue foi bicampeão espanhol, mas acabou eliminado de maneira vexatória em três edições consecutivas da Copa dos Campeões da Europa. Pressionado, Calderón, envolvido em corrupção, entregou o cargo e abriu o caminho para a volta de Florentino.

Em 1 de junho último, Pérez foi oficialmente confirmado como novo presidente do Real Madrid. Como demonstração de força, foi eleito por falta de adversários, já que seus dois concorrentes desistiram. Em uma semana no cargo, confirmou o que Calderón tentara por três anos seguidos e tirou Kaká do Milan. O mesmo se repetiu com Cristiano Ronaldo, que será confirmado como o maior negócio da história do esporte: 92 milhões de euros.

O Real ainda tenta reforços como David Villa e Franck Ribéry, mas vem enfrentando a mão firme dos adversários, que pedem muito mais, naturalmente, quando sabem que Florentino é o comprador em questão.

O prestígio de Pérez também pode ser medido pelo entorno que vai conseguindo montar no Real Madrid. Zinedine Zidane foi confirmado como novo componente da direção, que ainda terá o argentino Jorge Valdano. Ex-jogador, treinador e ídolo no Santiago Bernabéu, Valdano é ainda um dos executivos mais respeitados no futebol europeu. Todos compõem, desde já, a segunda Era de Galácticos.

Florentino (à esquerda) posa com Alfredo Di Stéfano, legenda da história madrilena
Florentino (à esquerda) posa com Alfredo Di Stéfano, legenda da história madrilena
Foto: Getty Images
Fonte: Redação Terra
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