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Guardiola revela que derrota para o Chelsea em 2012 foi fundamental na saída do Barça

19 mar 2014 20h41
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Pep Guardiola, técnico atual do Bayern de Munique, declarou que a derrota do Barcelona nas semifinais da Liga dos Campeões de 2012 para o Chelsea foi fundamental para sua saída do clube catalão, ao final de uma era dourada.

Em uma longa entrevista à revista anual da construtora de automóveis Audi, um dos patrocinadores do Bayern, Guardiola, de 43 anos, explicou sua saída do Barça.

Guardiola revelou que nos quatro anos como treinador do Barcelona houve "momentos de muita tristeza", como quando a equipe foi eliminada pelo Chelsea nas semifinais da Liga dos Campeões, em 2012", explicou.

"Nós éramos muito melhores que nossos rivais, mas concedemos um gol desnecessariamente na partida de volta e antes que pudéssemos nos dar conta, estávamos eliminados", lembrou o técnico.

"Aquilo foi uma grande derrota para mim. Me senti como se não tivesse como reerguer minha equipe", admitiu.

A derrota acabou levando Guardiola a abandonar o clube de toda sua vida, após conquistar 14 títulos em quatro anos, uma era de ouro para os catalães, que chegaram a derrotar o grande rival Real Madrid em quatro partidas seguidas, o que jamais tinha acontecido na história do confronto.

Guardiola definiu o sucesso do clube como o início do fim. "Foi o maior período da história do Barcelona, mas também foi um grande peso, porque ficava cada vez mais difícil motivar a equipe e a mim mesmo".

"Se você, como treinador, não consegue motivar seus jogadores, você sabe que está na hora de ir embora", completou.

Guardiola explicou também que treinar uma equipe com tantas estrelas, como Barcelona ou Bayern de Munique, pode acabar sendo destrutivo porque a pressão se torna "insuportável".

"Por exemplo, cada vez que deixava (Lionel) Messi no banco, Barcelona toda ficava em polvorosa", comenta.

Após deixar o Barça ao fim da temporada 2011-2012, Guardiola ficou um ano sabático em Nova York, assumindo em 2013 o comando do Bayern de Munique.

Guardiola, que não gosta de dar entrevistas, falou também de questões familiares e pessoais, algo inédito para ele.

Segundo o treinador, as decisões em casa "não são tomadas como um treinador", mas sim em conjunto com a esposa Cristina.

"Explicar o esquema de rotação da equipe para minha mulher é mais difícil que dizer a Arjen Robben que ele terá que ficar no banco por uma partida", brincou.

"Às vezes, Cristina critica minhas táticas e me diz que eu deveria repetir a escalação de uma equipe depois de uma vitória", continuou o treinador.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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