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Aos 17, "Messi brasileiro" já prepara estreia na Fiorentina

17 set 2010 - 15h38
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Dassler Marques

No último mês, a Itália parou para se perguntar quem era o garoto brasileiro Ryder Matos, da Fiorentina. Com 17 anos, Ryder precisou de 30 minutos para fazer dois gols contra a Lucchese, da terceira divisão italiana, em um amistoso. A atuação do menino, natural da pequena cidade de Seabra, deu status de sensação ao baiano em jornais da Bota.

Na última quinta-feira, quando conversou com a reportagem do Terra por telefone, Ryder Matos se preparava para assinar contrato de patrocínio esportivo com a Nike. Enquanto se reveza com treinamentos entre o grupo primavera (equivalente aos juniores) e o profissional, Ryder se prepara para o salto definitivo na carreira.

"Tenho feito treinamentos com o time profissional e o treinador (Sinisa Mihajlovic, ex-auxiliar de José Mourinho na Inter de Milão) me dá confiança. Ele me fala que tenho que melhorar a tática, entender o modo italiano de jogar. Mas diz que tenho qualidade, é só amadurecer", conta Ryder Matos ao Terra.

Ao site da Fiorentina, Mihajlovic endossou os elogios a Ryder: "Ele tem qualidade, tem condições e não tem medo. É um rapaz com os pés no chão, gosto muito dele", disse o sérvio.

Com 17 anos completados em fevereiro, o garoto baiano tem uma história bastante semelhante a Lionel Messi. Em 2007, jogava nas categorias de base e, por módicos 30 mil euros, foi jogar na Fiorentina. Era o início de uma história que promete capítulos importantes nos próximos meses.

Como o garoto foi parar na Itália

Ryder tinha 11 anos e jogava em escolinhas de Seabra, cidade baiana com pouco mais de 40 mil habitantes, quando foi levado para testes no Vitória. Foi preciso apenas um teste, na verdade, para ele ficar no clube.

Após três temporadas a serviço do Vitória, Ryder Matos foi convidado por um olheiro ligado à Fiorentina para realizar testes no clube italiano. Na Europa, também só foi preciso um teste para que ele permanecesse. Primeiro se revezando entre os dois clubes, Ryder se mudou definitivamente para a Itália em 2007 e começou a construir, de fato, a própria história.

"Eu pensava muito em ficar no Vitória. Me prometiam que eu jogaria em seleções de base. Mas foi meu pai quem me incentivou para ir, porque teria muitas oportunidades e cresceria. Por mim, acho que teria ficado no Brasil", diz Ryder, sincero. "O começo foi difícil, pela língua e pelos costumes. O pessoal é muito rígido. Mas me acostumei", confirma.

Sandro, pai de Ryder, fala com entusiasmo sobre o sucesso do filho e até o compara aos companheiros de equipe. "Contra os garotos mais velhos, o camisa 10 do time dele, e também da seleção italiana juvenil, nem é relacionado. Meu filho sempre joga", diz. Ainda morando na Bahia, ele é dono de um restaurante.

Sucesso em torneios de base na Itália e próximo da estreia oficial pelos profissionais da Fiorentina, Ryder de Matos nunca foi procurado pela CBF e jamais teve oportunidade nas seleções Sub-15 ou Sub-17, embora esse seja um sonho que carrega.

Um sinal claro de que a estrutura do futebol brasileiro precisa mudar urgentemente. Sob o risco de perder todos os seus talentos para o exterior.

Chegada de Ryder ao time principal da Fiorentina está próxima
Chegada de Ryder ao time principal da Fiorentina está próxima
Foto: Arquivo Pessoal / Divulgação
Fonte: Redação Terra
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