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Milan e Juventus copiam modelo de sucesso do Barcelona

21 ago 2009 - 17h19
(atualizado às 17h35)
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Dassler Marques


A experiência vitoriosa de Pep Guardiola à frente do Barcelona não passou despercebida pela Europa. Primeiro técnico barcelonista a faturar a Liga dos Campeões, o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei na mesma temporada, ele motivou reações similares de Milan e Juventus, que indicaram Leonardo e Ciro Ferrera, respectivamente, como seus treinadores para tentar impedir o pentacampeonato nacional da Inter de Milão.

A lógica consiste em optar por um nome jovem, com história como jogador do clube e, ainda, que já viva o ambiente interno há algum tempo, mesmo sem jamais ter atuado na função. Guardiola, 38 anos, por exemplo, trabalhava como treinador do Barcelona B.

Leonardo, 39 anos, passou por diferentes funções administrativas no Milan, enquanto Ferrara, 42 anos, que foi zagueiro da Juventus durante 11 anos, também trabalhou nas categorias de base e na comissão técnica da seleção italiana que conquistou a última Copa do Mundo.

As apostas de Milan e Juventus, cabe salientar, se deram no momento em que alguns treinadores vitoriosos e experimentados estavam disponíveis no mercado, como Luiz Felipe Scolari, Roberto Mancini, Frank Rijkaard, Jürgen Klinsmann, Roberto Donadoni, Juande Ramos e Claudio Ranieri. Financeiramente em baixa, naturalmente, os dois grandes italianos também gastaram menos com técnicos iniciantes.

Novos formatos

Thiago Silva, que faz sua primeira temporada efetivamente com o Milan, elogia o trabalho de Leonardo, que já é pressionado por resultados ruins em torneios de pré-temporada. "Ele é muito respeitado e tem uma oportunidade excelente. Pela identificação que ele tem com o clube e pela condições de trabalho, esta parceria tem tudo para dar certo", pondera o brasileiro, que ainda vê um período de adaptação.

"Estamos em busca de um equilíbrio entre os setores, com uma defesa segura, um meio-campo criativo e um ataque eficiente. Mas atualmente acho que nossas jogadas de bola parada no ataque têm sido uma de nossas principais armas", avalia.

Realmente, o Milan vive um período transitório. Afinal, Carlo Ancelotti partiu para o Chelsea após oito anos dirigindo a equipe. Além dele, dois pontos fundamentais da equipe se foram: Kaká, vendido para o Real Madrid, e Paolo Maldini, que se aposentou. Sem dinheiro, as esperanças do clube rubro-negro recaem sobre os ombros de Ronaldinho. "Não será fácil", analisa Thiago Silva.

A Juventus, por sua vez, apostou suas fichas em dois brasileiros: Diego, que chega do Werder Bremen, e Felipe Melo, que atuara pela Fiorentina na última temporada. Ambos terão a missão de fazer o maior dono de títulos italianos retornar ao topo.

"É um ambiente de pessoas de bem com a vida, que têm sede de vitória. O treinador (Ferrara) também tem me deixado muito à vontade e é gostoso fazer parte de um time que entra sempre para brigar para ser o número um das competições", avalia Felipe, que atuou por Racing Santander, Almería e Fiorentina até chegar na Juventus. "Foi uma guinada na carreira".

Juventus e Milan, além da Inter de Milão, têm a missão de recuperar o terreno dos clubes italianos no cenário internacional. Já há duas temporadas, nenhum clube do país chega às semifinais da Liga dos Campeões, dominadas essencialmente pelos ingleses. "Temos elenco para isso, é um dos principais objetivos", assegura Felipe Melo.

Leonardo assume o Milan para tentar repetir efeito Guardiola
Leonardo assume o Milan para tentar repetir efeito Guardiola
Foto: Getty Images
Fonte: Redação Terra
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